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Opinião: Reciclar e refletir

Gerente de Criação de Valor Compartilhado da Nespresso no Brasil afirma que as escolhas sustentáveis de hoje impactarão as futuras gerações
Claudia Leite*

A pandemia tem motivado, entre outras mudanças, um novo olhar sobre o nosso papel de consumidor. Muitos cidadãos adquiriram uma percepção mais consciente a respeito dos resíduos domésticos, principalmente os recicláveis. Sabe aquelas embalagens que a gente vai acumulando na área de serviço porque não temos como levar ao local adequado neste momento? Aquela pilha vai ganhando mais forma nessa situação.

Sinal disso é o aumento no volume de coleta seletiva na cidade de São Paulo, divulgado pela Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb). Mas não é de hoje que a reciclagem é um aspecto fundamental de uma economia global industrializada, a ponto de ganhar sua própria data comemorativa internacional (17 de maio). Eu acredito que o compromisso de fazer negócios com responsabilidade é algo indissociável da marca.

Isso mesmo: o blend especial de café das xícaras de Nespresso também gera um impacto positivo para o meio ambiente e a sociedade, por meio do programa de reciclagem de cápsulas. A iniciativa, que começou em 2011, recebe investimento de mais de R$ 5 milhões por ano no Brasil. A empresa tem atuado para engajar cada vez mais consumidores no programa – já são 157 pontos de coleta espalhados pelo País. As cápsulas são enviadas para o Centro de Reciclagem, na região metropolitana de São Paulo, onde o pó de café é mecanicamente separado do alumínio. O café é destinado para compostagem e produção de compostos orgânicos ricos em nutrientes. O alumínio, com reciclabilidade infinita, volta ao mercado como peça automotiva, componente para computador, lata para bebidas, entre outros itens.

Atualmente, mais de 80% dos consumidores Nespresso retornam as cápsulas para reciclagem. Meu muito obrigado a vocês! Essa participação é fundamental para o processo funcionar. A nossa meta é atingir 100%. É ousada e, ao mesmo tempo, um belo estímulo à aceleração de nossas ações.

Outro ponto para o qual eu queria chamar atenção: as cápsulas Nespresso agora serão produzidas com 80% de alumínio reciclado. A mudança vai ser de forma gradativa em toda nossa linha de cafés, aqui e no resto do mundo. As primeiras cápsulas adaptadas ao novo modelo são as Master Origin Colombia. 

O alumínio reciclado requer 95% menos energia para a produção do que o alumínio virgem, o que contribui para reduzir significativamente a pegada de carbono. O alumínio também foi escolhido pela capacidade superior de proteger o frescor, o sabor e o aroma dos cafés. As caixas das máquinas Nespresso, vale dizer, também estão sendo produzidas com 95% de material reciclado.

Eu espero que a economia circular ganhe um novo impulso no mundo pós-pandemia, e a reciclagem é uma de suas vertentes mais importantes. A Nespresso segue em sua missão de melhorar constantemente seus processos, a fim de oferecer soluções que melhorem a vida não só dos consumidores, mas de todo o planeta.

O momento é favorável para refletir sobre as escolhas que fazemos nas mais diversas esferas da nossa vida. Escolhas essas que nos definem como cidadãos e que vão interferir diretamente no tipo de legado que deixaremos para as futuras gerações, como o consumo consciente e o descarte adequado. É dever de todos contribuir para que o “novo normal” seja sustentável também.

Claudia Leite é gerente de Criação de Valor Compartilhado da Nespresso no Brasil

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