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Empresas de alumínio estão atentas à diversidade e inclusão

Práticas adotadas tornam indústrias mais plurais e igualitárias

Parte de um longo debate na sociedade, a diversidade tem finalmente marcado presença dentro das organizações. Uma pesquisa conduzida pela Accenture – maior consultoria de gestão, tecnologia da informação e outsourcing do mundo – revela que as companhias que adotam essa prática são 11 vezes mais inovadoras e seus colaboradores, 6 vezes mais criativos do que os concorrentes.

Nesse cenário, o objetivo tem sido não apenas aumentar a presença de grupos minoritários em ambientes corporativos, mas também reforçar a inclusão social para que todos possam ser tratados de forma justa, com igualdade de oportunidades de carreira, em todos os níveis hierárquicos.

CBA
No setor do alumínio, as empresas têm se engajado nessa tendência mundial. Em 2019, a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) fez um diagnóstico de diversidade para identificar pontos que facilitavam ou dificultavam o ingresso de profissionais e a progressão de carreira, além de verificar a presença de mulheres na liderança. A partir daí, criou um comitê para implementar ações e conscientizar o público interno.

No final do ano passado, a empresa lançou sua Política de Diversidade e Inclusão e um guia de orientação que revisita conceitos como interseccionalidade, igualdade, equidade, integração e inclusão, entre outros temas relacionados a grupos minoritários (por questões de gênero e raça, LGBTQIA+, gerações e pessoas com deficiência, os PCDs).

Segundo Samantha Andrade, gerente de Business Partner’s da CBA, a inclusão social já tem sido tônica na hora da contratação de novos profissionais. No Programa de Estágio 2020, a CBA realizou o que chama de processo seletivo às cegas e eliminou requisitos como o idioma inglês para possibilitar mais candidaturas.

Em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizado Industrial (Senai), ofertou Curso de Capacitação de Operadoras de Processo Metalúrgico (OPM) para incentivar o ingresso do público feminino na indústria.

“Ao criar um ambiente mais inclusivo, em que as pessoas se sintam à vontade para serem elas mesmas por inteiro, a empresa promove uma transformação importante na indústria e provoca um efeito cascata positivo nas comunidades em seu entorno e na sociedade”, ressalta a gerente.

Para acelerar o progresso e conhecer experiências nacionais e internacionais, a CBA passou a integrar o Grupo Temático de Direitos Humanos e Trabalho no Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU).

Hydro
A multinacional norueguesa Hydro lançou este ano, nas operações brasileiras, o Programa de Diversidade, Inclusão & Pertencimento (DIP).

“Estamos avançando com treinamentos para que possamos, em todos os níveis das empresas, pensar e agir colaborativamente para uma mudança organizacional pró-diversidade”, afirma Alessandra Fonseca, diretora de Comunicação da Hydro na América do Sul.

Na visão da executiva, como o alumínio é parte fundamental das soluções para muitos desafios atuais, as empresas do setor precisam garantir um ambiente de trabalho diverso e inclusivo para gerar inovação, crescimento, atração e retenção de talentos para o desenvolvimento do mercado.

“A Hydro reconhece a importância dessas questões para a construção de um time de alto desempenho e busca um ambiente aberto, que promova aprendizado, em que todos possam se desenvolver e contribuir com seu potencial para alcançarmos a ambição de sermos líderes industriais sustentáveis”, declara.

Para a diretora, é preciso atuar de forma consistente para gerar oportunidades inclusivas, tanto nos processos seletivos como nos programas de desenvolvimento profissional.

“Queremos aumentar a representatividade das mulheres na nossa organização e na liderança. A meta global é elevar de 19% para 25% a presença feminina”, revela a executiva.

MRN
A Mineração Rio do Norte (MRN), produtora de bauxita localizada no Estado do Pará, anunciou recentemente o seu programa de diversidade e inclusão.

Trata-se de uma transição da iniciativa Minerando Juntas, focada apenas na questão de gênero, para o MRN pra Todos, que engloba um leque maior de perfis para a promoção de ambientes inclusivos e integrados, considerando gênero, origem étnica, convicções religiosas, orientação sexual, habilidade ou formações diferenciadas.

Entre as metas do programa para 2021, estão a elaboração do planejamento estratégico, a contratação de mais mulheres, incluindo campanhas e capacitações para empregados e líderes.

“Temos o propósito de desconstruir vieses, fortalecer a cultura de não discriminação, abraçar todas as diferenças e adaptar oportunidades para todos os públicos que fazem parte da MRN. Falar de diversidade é falar de todos nós”, destaca Carina Coelho analista de Controles Internos e coordenadora do novo programa.

A iniciativa gerou maior engajamento dos gestores nos processos de recrutamento e seleção. O Programa Jovens Aprendizes 2020, por exemplo, aumentou a participação de comunitários. O Programa Trainee, executado no mesmo período, não considerou idade e idiomas como pré-requisitos de seleção a fim de captar talentos diversos.

A MRN lançou ainda o Guia de Prevenção ao Assédio Moral e Sexual, ao Bullying, à Discriminação de Gênero e ao Preconceito Étnico-Racial, publicação coordenada pela área de compliance e que deverá pautar a conduta de empregados e prestadores de serviços em seus relacionamentos dentro e fora da empresa.  

Inclusão étnico-racial
Pioneira na indústria do alumínio em questões de diversidade e inclusão social, a multinacional americana Alcoa escolheu o Brasil para lançar, em dezembro de 2020, o Grupo Aware, cuja missão é sensibilizar e influenciar a organização para promover justiça e equidade racial.

A ação vem somar-se à Rede de Mulheres AWN (Alcoa Women Network), que existe há 15 anos, e ao Grupo Eagle, que tem como missão promover a cultura inclusiva e acolhedora para a comunidade LGBT+. 

“Queremos tornar a nossa empresa, cada vez mais, um lugar em que as pessoas possam vir trabalhar por inteiras, sem precisar gastar energia para se esconder ou agir de maneira artificial”, afirma Otavio Carvalheira, vice-presidente de Operações da Alcoa para o Brasil e Oriente Médio.

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