AdobeStock_285282105

Após ano atípico, setor da construção civil deve crescer em 2021

Mercado imobiliário estimula o consumo de esquadrias de alumínio

Devido à pandemia do novo coronavírus, a construção civil no Brasil viveu altos e baixos em 2020 e concluiu o período com recuo de -2,8%. No entanto, a projeção é de crescimento de 4% para este ano, em relação ao ano passado, na avaliação da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). 

Segundo o economista Fernando Garcia, fundador da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em São Paulo, o setor sofreu dois efeitos controversos em 2020: o da tendência positiva e, depois, o da pandemia, os quais mexeram com toda a economia.

Em relação à tendência positiva, o mercado vinha desde 2018 surfando na queda intensa das taxas de juros. Nesse processo, houve perda da atratividade dos títulos públicos. Assim, os investidores começaram a procurar alternativas, com risco semelhante, mas com rentabilidade melhor. O segmento da construção civil foi beneficiado por essa fase.

No entanto, ocorreu o que na economia é classificado como “evento x”: algo inesperado, imprevisível. A referência, claro, é à pandemia do novo coronavírus que paralisou o planeta e trouxe incertezas.

As construtoras mobilizaram-se para garantir que o setor fosse reconhecido como atividade essencial e tiveram de operar seguindo os protocolos de segurança.

“Isso foi positivo, pois as obras não foram paralisadas. E não havia tanto risco para o trabalhador, já que, geralmente, a construção ocorre em áreas abertas”, comenta o economista.

A redução mais intensa dos juros também provocou outro efeito: os ativos reais e financeiros ficaram com a taxa de rendimento negativa e houve a migração natural para as despesas correntes.

“O sentimento das pessoas era: ‘Vamos realizar o futuro hoje’. E a construção civil apareceu como única opção, já que não era possível viajar, por exemplo. Houve um rebatimento comportamental: ‘Vamos melhorar a casa, ir para o interior, nos estruturar para o home office’. Foi um choque que deu uma mudança positiva para os bens imobiliários”, explica Garcia.

Depois, houve a desarticulação entre a oferta e a demanda. As indústrias promoveram o distanciamento social, deram férias coletivas e o mercado não tinha volumes de estoques grandes. As lojas de materiais de construção foram fechadas, mas as construtoras não pararam de trabalhar. Com isso, a quantidade disponível para venda foi desaparecendo e, no meio do segundo semestre de 2020, surgiu um efeito negativo: a falta de materiais.

Apesar da recessão, na avaliação de Garcia, o balanço para a construção civil foi melhor do que se esperava no ano passado.

Perspectivas 2021
Com as vendas de imóveis no primeiro semestre de 2020, a expectativa é que as obras se iniciem agora. Em até 24 meses, devem chegar na etapa dos materiais de acabamentos e esquadrias, onde o consumo de alumínio é maior.

“A produção começou bem este ano. Toda a indústria de materiais para construção também está no positivo”, afirma Garcia.

De acordo com o economista, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor deve crescer um pouco mais do que o divulgado pela CBIC, cerca de 5,5% em 2021, na comparação com o ano anterior, voltando para os patamares de 2019. O mercado imobiliário em especial deve ter recuperação apenas para os segmentos de renda média e alta.

Mercado de esquadrias
Diante do contexto, Alberto Cordeiro, presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Esquadrias de Alumínio (Afeal), explica que a falta de matéria-prima ainda não está totalmente resolvida. Apesar disso, a demanda se mantém porque existe um ciclo longo de pedidos.

“No longo prazo, o cenário ainda é positivo, uma vez equacionada a questão fiscal. Os juros estão baixos e isso ativa a construção civil. Existe a tendência de as pessoas investirem em imóveis”, afirma Cordeiro.

Segundo o dirigente, uma das novidades para este ano é que Afeal estabeleceu uma parceria com o Governo Federal e a Caixa para acelerar o combate à não conformidade, com foco no Programa Setorial de Qualidade de Portas e Janelas de Correr de Alumínio (PSQ).

“Vamos poder coletar produtos dentro das obras financiadas para executar testes. Isso vai gerar um grande salto de qualidade no setor”, declara.

Veja também:

Hydro Extrusão é uma das empresas apoiadoras da Casa de Metal

A Hydro Extrusão colaborou com a modernização do prédio que abriga a Casa de Metal, inaugurada no último dia 3 de maio, no bairro do Campo Belo, em São Paulo. O espaço cultural foi estruturado pela Quattro Projetos com a chancela da Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM). A companhia fez a doação

Serralheiro está cada vez mais industrializado e informado

O serralheiro, que tem seu dia comemorado em 23 de abril, é especialista em confeccionar, reparar e instalar peças metálicas junto ao consumidor, integrando a indústria de esquadrias de alumínio e fazendo um importante elo com os clientes finais. Magda Reis, consultora da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), esclarece que boa parte das empresas conhecidas

Vitrine da construção civil, Feicon destaca produtos com alumínio

Após mais de dois anos do início pandemia, a 26ª edição da Feicon — maior evento de construção civil e arquitetura da América Latina —, foi realizada no formato presencial no São Paulo Expo, na capital paulista, e apresentou soluções com alumínio. EsquadriasHá 27 anos no mercado, a Perfil Alumínio, com matriz em Vila Velha

Rolar para cima