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Alumínio possibilita a fabricação de esquadrias minimalistas

Perfis de alta qualidade e acabamentos diferenciados atendem grandes vãos

Integrar o projeto comercial ou residencial com o entorno e a natureza é uma tendência que tem exigido dos arquitetos e designers soluções inovadoras. A opção mais indicada tem sido criar grandes áreas envidraçadas por meio de esquadrias minimalistas. E o alumínio é o material que atende melhor essa demanda, ainda recente no Brasil, para projetos de médio e alto padrão, cujos produtos têm maior valor agregado.

“Nos últimos anos, já foi decretada a retirada da travessa que ficava no centro da porta. O passo seguinte para garantir maior visibilidade foi diminuir a espessura do perfil da borda da esquadria e fazer com que os trilhos da parte superior e inferior fossem embutidos”, explica Nataly Yoshino, gerente de Desenvolvimento de Mercado e Inovação da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA).

Nataly acrescenta que o perfil conhecido tecnicamente como “mão de amigo”, localizado no centro da janela de correr de duas folhas, por exemplo – cuja função é estrutural e de vedação –, não pode ser eliminado completamente, mas também já é possível reduzi-lo ao máximo, aumentando sua profundidade.

Adaptação do mercado

Com as novas exigências dos projetos arquitetônicos intensificadas nos últimos cinco anos, os fabricantes de esquadrias de alumínio tiveram de acompanhar a evolução do mercado. E a CBA tem criado diversas parcerias com sistemistas, serralheiros e construtoras.

“Estamos abertos para seguir essas tendências da forma mais completa possível. Quanto melhor entender o projeto e as questões críticas, melhor será o resultado final”, alega Nataly.

Segundo Marcelo Barbosa, diretor técnico comercial da Jmar, como a linha minimalista deve atender os grandes vãos, as maiores dificuldades para os fabricantes de esquadrias de alumínio estão relacionadas às cargas de vento e à estanquidade, pois o perfil deve ser o mais fino possível, além de resistente.

“Já chegamos a fazer portas com mais de 15 m de largura e 4,5 m de altura”, informa.

Para isso, dentro do sistema de movimentação das esquadrias — vidro, o alumínio e componentes —, devem ser definidas as dimensões adequadas exigidas nos projetos.

Projeto do escritório Jacobsen Arquitetura realizado no interior de São Paulo, com a linha de esquadrias minimalistas da Jmar.

Principais vantagens

Imponentes e sofisticadas, as esquadrias minimalistas valorizam os projetos de arquitetura e design. O alumínio permite ainda a fabricação de perfis com tamanhos acima dos padrões tradicionais.

“Conseguimos atender vãos muito maiores, além de uma gama de cores diversificada. Atualmente, temos no mercado pinturas com cores especiais que simulam madeira, aço e anodização, entre outras opções”, comenta o diretor da Jmar.

Comparando o alumínio com o PVC, outro material usado para esse tipo de esquadria, a gerente da CBA reforça que esse último tem maior resistência mecânica, mas dificulta a fabricação de perfis slim, exigidos na linha minimalista.

“O que observamos é que o PVC resulta em uma moldura grande. Com o alumínio, dá para distribuir facilmente os esforços, de forma que fique mais fino”, defende Nataly Yoshino.

As esquadrias de alumínio têm ainda um custo-benefício melhor, uma vez que são mais resistentes a intempéries e não deformam como as de PVC. Além de limpeza periódica, não exigem manutenção.

“Elas são moldáveis e não enferrujam. Gosto de especificá-las para as casas de praia e projetos litorâneos”, acrescenta Alice Sturari, designer de interiores.

De acordo com a designer, as esquadrias feitas com o metal abraçam as exigências e normas de desempenho.

“Com certeza é uma tecnologia do futuro que quero aderir no escritório para projetos comerciais e residenciais. E há alguns modelos que são praticamente artesanais, feitos sob medida. É muito importante que tenhamos esse produto em mãos para ousar no design, adaptar às necessidades dos clientes sem comprometer a estrutura e a qualidade desse material”, argumenta a designer.

Sustentabilidade

O alumínio também é infinitamente reciclável, sem perda das propriedades mecânicas ao longo do tempo.

“A indústria está preparada. A CBA possui a certificação Aluminium Stewardship Initiative (ASI) em toda a cadeia de valor, atestando as práticas responsáveis que adotamos”, afirma Nataly Yoshino, gerente da CBA.

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