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ABAL celebra 52 anos com setor do alumínio em momento positivo

Após registrar consumo recorde em 2021, entidade segue otimista com o desenvolvimento da cadeia produtiva no país, que deve receber 30 bilhões em investimentos até 2025

No dia 15 de maio, a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) celebra 52 anos de atuação estratégica junto a todos os elos da cadeia produtiva, da mineração à transformação de produtos, incluindo a reciclagem.

A comemoração se dá em meio aos bons resultados desse mercado no ano passado, além das perspectivas de investimentos por parte das empresas, cujos aportes somam R$ 30 bilhões no período entre 2021 e 2025.

“Apesar dos desafios e da volatilidade do mercado, 2021 foi um ano de excelentes resultados, que comprovam a resiliência e a força do setor. E tão importante quanto o aumento do consumo de produtos de alumínio é a aposta que o setor está fazendo no mercado nacional, de forma a acompanhar esta demanda”, comemora Janaina Donas, presidente-executiva da ABAL.

O montante disponibilizado pelas indústrias vai incluir uma série de projetos, que vão desde a retomada da produção de alumínio primário que havia sido suspensa há alguns anos, construção de novas plantas e modernização das existentes, expansão de reservas de bauxita, autogeração de energia, modernização e instalação de novos centros de coleta e reciclagem, até os convênios com o meio acadêmico para iniciativas de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).

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Consumo recorde
A pesquisa de mercado sobre 2021 consolidada pela ABAL revela que o consumo doméstico de alumínio alcançou 1.583,9 t, acréscimo de 10,9% em comparação a 2020. Desse total, 88% foram produzidos no Brasil. Trata-se de um volume recorde desde que o levantamento começou a ser realizado pela entidade, em 1972.

De acordo com a ABAL, a previsão para 2022 continua sendo positiva, mas com crescimento mais cauteloso, de 4,9% em relação ao ano passado, totalizando 1.662 t.

“Como reflexo da reabertura dos mercados a partir do avanço da vacinação contra a Covid-19, em 2021 tivemos um ano histórico para a indústria de alumínio no nosso país. Para o próximo ciclo, a ABAL tem como um dos principais desafios posicionar o alumínio como o metal de escolha para um futuro mais sustentável”, acrescenta Ricardo Carvalho, presidente do Conselho Diretor da ABAL e CEO da CBA.

Segundo Janaina Donas, a entidade busca se antecipar às tendências de mercado, às preocupações da sociedade e debater como a indústria pode contribuir no endereçamento de soluções e geração de valor.

“É isso que nos fortalece e nos dá legitimidade para atuar em situações desafiadoras como as vividas durante o período da pandemia, quando tivemos que trabalhar rapidamente nas tratativas junto às autoridades, o que garantiu que o setor fosse considerado como estratégico e pudesse continuar operando durante os momentos mais críticos”, explica a dirigente.

Projetos em andamento
Toda a cadeia produtiva do alumínio segue com previsão de investimentos. Com atuação integrada no setor, a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) direcionou R$ 4 bilhões até 2025. Os recursos serão divididos entre os projetos de crescimento e reciclagem, competitividade e aqueles voltados às boas práticas ESG — ambiental, social e de governança — e para aumentar a produção de bauxita no estado do Pará.

Retomada da Alumar
A Alcoa retomou a produção da fábrica da Redução no Consórcio de Alumínio do Maranhão (Alumar), após sete anos de suspensão, a partir de investimentos de R$ 957 milhões. Serão produzidos 447 mil t de alumínio primário por ano, com participação da South32.

Na unidade de Poços de Caldas (MG), estamos investindo R$ 310 milhões na mudança de tecnologia de disposição de resíduo de bauxita, com o filtro prensa. Na mina de Juruti (PA), temos ações importantes para continuar a operação com sustentabilidade”, afirma Otavio Carvalheira, presidente da Alcoa Brasil.

Energia renovável
A Hydro iniciou a troca de óleo combustível pesado por gás natural na refinaria Alunorte, em Barcarena (PA), desde o primeiro trimestre de 2022. Com custo de R$ 1,3 bilhão, o projeto deve entrar em operação em 2023 e reduzir as emissões anuais de CO2 em 700 mil t.

Já a Albras, subsidiária da multinacional norueguesa na produção de alumínio primário, firmou parceria com a Hydro Rein e com a Atlas Renewable Energy para desenvolver, construir e operar um projeto de autoprodução de energia solar.

Uma nova usina deve ser construída a partir do quarto trimestre de 2022, em Minas Gerais, com capacidade total instalada de 438 MW. O fornecimento à Albras deve começar no primeiro trimestre de 2025.

Laminados
A Novelis divulgou um novo pacote de mais de R$ 450 milhões para aumentar a capacidade produtiva da fábrica de Pindamonhangaba (SP), o maior complexo de laminação e reciclagem de alumínio da América do Sul. A planta passará a fabricar 750 mil toneladas de laminados por ano. As melhorias serão concluídas até o primeiro semestre de 2024.

“Nós estamos sempre investindo à frente da demanda de mercado com o objetivo de assegurar a oferta de chapas e suportar o crescimento dos negócios de nossos clientes”, conta Eunice Lima, diretora de Comunicação e Relações Governamentais da Novelis.

Projeto Novas Minas
A Mineração Rio do Norte (MRN), que atua com produção de bauxita no oeste do Pará, está em processo de licenciamento do Projeto Novas Minas (PNM), que visa dar continuidade às atividades mantendo o atual patamar de produção, os empregos e a geração de impostos e divisas. A iniciativa representa um aporte de R$ 916 milhões.

“Nosso objetivo é continuar crescendo e se manter como referência no mercado de produção de bauxita no Brasil, com a governança corporativa em consonância com um elevado grau de integridade e responsabilidade, e respaldando a confiança dos envolvidos na cadeia produtiva do alumínio”, explica Guido Germani, CEO da MRN.

Melhoria de processos
A Alcast, fabricante de laminados e detentora da marca Panelux, tem realizado investimentos em sua planta no Paraná.

“A companhia inicia uma nova fase de melhoria nos processos e está apostando fortemente em pesquisa e desenvolvimento. Como vemos que o mercado brasileiro é altamente competitivo e complexo, estamos nos preparando para enfrentar os desafios impostos por ele”, afirma Germano Gastão Hilgemann Júnior, diretor de Unidade de Negócios de Laminados.

Em paralelo, a empresa reformulou a organização para o futuro, adequando-a à Indústria 4.0 com a implementação do sistema SAP e projetos lean manufacturing.

Cabos de energia
No Grupo Prysmian, os esforços estão relacionados ao aumento de capacidade produtiva e na melhoria de processos e tecnologia de fabricação.

“O processo de reorganização e consolidação que está ocorrendo no setor de distribuição de energia, aliado aos programas de energização específicos em algumas unidades da federação, já está trazendo aumento na demanda por cabos de distribuição de energia tanto na área urbana como na rural, o que deve continuar nos próximos anos. Situação semelhante ocorre no segmento de geração de energia a partir de fontes renováveis, com projetos crescentes que estão impulsionando a demanda por cabos de energia”, explica Marcondes Takeda, gerente de Produto do Grupo Prysmian no Brasil.

Crédito da imagem de abertura: stockphoto-graf/adobe.stock.com

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