Editorial

Um material em sintonia com a sociedade

Alumínio está completamente inserido em conceitos de sustentabilidade demandados pela comunidade mundial

Desde 2003, 28 de outubro é considerado o Dia Nacional da Reciclagem do Alumínio. Para comemorar essa data especial, dedicamos boa parte desta edição para mostrar como a reciclagem desse metal 100% reaproveitável e seu uso vão ao encontro das tendências mais progressistas de consumo e produção.

Em 2016, mais de 29 milhões de t de lixo urbano foram parar em lixões irregulares ou aterros controlados — a informação é da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Em meio à essa quantidade de “lixo”, o índice de reciclagem ainda é baixo e está estagnado há anos. Segundo o Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), também em 2016, apenas 15% dos brasileiros tinham acesso a programas municipais de coleta seletiva. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), implementada em 2014, pouco alterou a situação.

Por outro lado, pesquisas e dados (muitos deles citados em reportagens desta edição) apontam que a sociedade está cada vez mais atenta à necessidade do consumo consciente e sustentável. O alumínio está em sintonia com essa tendência. Um relatório produzido pela Resource Recycling Systems (RRS), consultoria internacional de sustentabilidade, confirmou que a lata de alumínio é a embalagem para bebidas mais reciclada do mundo. A taxa mundial de reaproveitamento é de 69%, contra 43% do PET e 46% do vidro. No Brasil, esse número chega a impressionantes 97,7%.

O melhor é que o reaproveitamento não se restringe às latas. Ele está nas embalagens como um todo, na construção civil, no setor de transportes e por aí vai. E mais: a capacidade de reciclagem não é a única contribuição do metal para o meio ambiente. Por suas propriedades únicas, ele contribui com a sustentabilidade de produtos e equipamentos dos mais variáveis setores. Explicamos como nas páginas a seguir.

Por fim, vale citar a cobertura do 8º Congresso Internacional do Alumínio e 7ª ExpoAlumínio, realizados em setembro, em São Paulo. Os maiores eventos do setor na América Latina receberam, juntos, mais de 12 mil pessoas e jogaram luz no atual momento do segmento e em seu futuro. O alumínio tem ganhado espaço e a tendência é melhorar.

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