Assembly line production of new car. Automated welding of car body on production line. robotic arm on car production line is working

Um ano de Rota 2030: montadoras adaptam produtos para poluir menos

Programa federal estimula a implementação de novas tecnologias nos veículos, além da utilização de materiais mais sustentáveis, como o alumínio

Novembro marcou o primeiro ano de vigência do Rota 2030. O programa federal de incentivo ao setor automotivo brasileiro determina que, para ganhar incentivos fiscais, as fabricantes de veículos deverão investir em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e melhorar a eficiência energética dos veículos em 11% até 2022.

De acordo com o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Moraes, as empresas concentraram-se em adequar os produtos para os níveis de emissões mais rigorosos que entrarão em vigor nos próximos anos, e também em atender o cronograma de itens de segurança obrigatórios que já terá início em 2020.

Além disso, as duas frentes de incentivo à P&D do Rota 2030 estão recebendo várias adesões. A primeira é a das próprias fabricantes. A outra, batizada de Programas Prioritários, já direciona cerca de R$ 200 milhões por ano ao fomento de startups e outras empresas da cadeia automotiva.

Oportunidades para o alumínio
No ano passado, quando o programa foi lançado, o portal Revista Alumínio entrevistou o então presidente da Anfavea, Antonio Megale. O executivo afirmou que a P&D refletem bastante na indústria de motorização.

“Quando pensamos em motores novos, pensamos na aplicação do alumínio. Além disso, sabemos que, para melhorar os índices de consumo, não precisamos apenas de avanços no powertrain, mas no carro como um todo. E um dos fatores que auxiliam esse objetivo é a redução do peso total do veículo. Nessa questão, o alumínio é uma grande alternativa estudada cada vez mais pelas empresas”, disse o dirigente.

Não por acaso, eventos como a Fenatran e o Salão Duas Rodas em 2019 contaram com várias novidades com aplicação do alumínio em detrimento a materiais. Além disso, o setor de implementos rodoviários brasileiro teve alta de 45% no consumo do metal no primeiro semestre.

Vale ressaltar ainda o projeto assinado entre a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). Com a participação de 14 empresas dos setores do alumínio e automotivo, o objetivo é fomentar o desenvolvimento de um sistema para estudo comparativo de juntas de alumínio em estruturas de veículos automotores e implementos de transporte.

Veja, a seguir, os benefícios do uso do alumínio em veículos:

Leveza
O alumínio é 2/3 mais leve do que o aço. Cada kg de redução de peso em um veículo diminui 20 kg de emissão de gás carbônico durante toda a vida útil.

Resistência mecânica
Uma prova da resistência do material está na ampla utilização pela indústria aeroespacial.

Ductilidade/maleabilidade
O alumínio é tão dúctil (maleável ou flexível) quanto o aço.

Condutividade elétrica e térmica
O metal tem excelente capacidade para dissipar o calor e tem três vezes mais capacidade de conduzir energia e temperatura que o aço.

Resistência à corrosão
Essa característica é excelente, pois confere maior resistência e durabilidade às peças.

Não produz faíscas
Além de fazer a diferença em caminhões tanque, o atributo oferece maior segurança aos automóveis.

Alta absorção de energia e impacto
Sua capacidade é duas vezes maior do que a do aço, habilitando o material a ser aplicado em para-choques, por exemplo.

Refletividade
Dificulta a troca de temperatura, oferecendo conforto e diminuindo o consumo de ar-condicionado.

100% reciclável
O alumínio secundário, proveniente da reciclagem, utiliza apenas 5% da energia necessária para a produção de alumínio primário.

Versatilidade
Essa característica permite a elaboração de peças revolucionárias, novos designs, etc.

 

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