Iniciativas que colaborem para uma l têm se tornado prioridade para diversos setores da economia global. No segmento automotivo, os carros elétricos e híbridos ganham adeptos, principalmente por reduzir e eliminar a emissão de gases poluentes quando comparados aos veículos convencionais (com motor à combustão). Diante disso, indústrias metalúrgicas e siderúrgicas têm apoiado este setor ao fornecer insumos para a produção automotiva, como é o caso do alumínio, metal que aparece com frequência em veículos elétricos.
Em 2021, a venda de carros elétricos no Brasil disparou em comparação ao ano anterior. Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Autoveículos (Anfavea), entre janeiro e outubro foram vendidos 1.805 veículos no país, um aumento de 125,3% em relação ao registrado em 2020, quando 801 unidades foram emplacadas. Mas afinal, qual a relação entre esses mercados e como as aplicações do alumínio impactam no desenvolvimento de soluções para os veículos elétricos?
Aplicações do alumínio em carros elétricos
O alumínio já desempenha papel importante nos automóveis tradicionais, aparecendo em perfis que compõem painéis e até em peças fundidas do motor. Embora as aplicações nos veículos à combustão, elétricos ou híbridos sejam bastante similares, as possibilidades da utilização do metal nos carros elétricos são ainda maiores.
O alumínio fornecido no formato de barras, perfis variados e pode ser fundido e originar peças para compor carcaças de motores, fiação do chicote, cubos, caixas de direção, mancais de transmissão, e, por fim, em material construtivo — como chapas laminadas para aplicação na estrutura dos veículos.
Vantagens sustentáveis
Um dos motivos pelo qual o alumínio é utilizado neste setor é o fato do metal possuir um peso consideravelmente menor se comparado a outros tipos de materiais. Com as baterias feitas com lítio e cobre, que representam 25% do peso dos veículos elétricos, o alumínio torna-se fundamental para promover mais leveza na estrutura do automóvel, redução no gasto de energia e, consequentemente, maior duração das baterias.
Neste contexto, as características já citadas e amplamente conhecidas do alumínio são fundamentais no segmento automotivo e garantem ampla redução no impacto ambiental. Isto porque o metal possibilita a reciclagem total ao término do ciclo de vida dos produtos elaborados a partir dele, bem como a redução de emissão de CO², que no caso dos carros elétricos chega a zero. A partir disso, esses aspectos corroboram diretamente para um sistema mais limpo e para a preservação do planeta.
Desafios
Por algum tempo, a maior dificuldade das montadoras com relação aos veículos elétricos estava relacionada a garantia de maior autonomia das baterias. Embora superado este obstáculo, outros desafios surgem no contexto brasileiro. Atualmente, uma das grandes prioridades do setor é investir na melhoria do tempo de recarga e na multiplicidade de postos ou estações de recarga, à medida que a frota aumenta.
É fato que há um cenário promissor para o mercado de carros elétricos no Brasil. Entretanto, é preciso estar atento a pontos como investimento em novas tecnologias, custos de envolvidos nas linhas de produção e, ainda, a limitada capacidade de compra da população e ao custo final do produto. Nesse sentido, o alumínio surge como uma opção natural para apoiar o desenvolvimento desta indústria no país, uma vez que o metal se faz abundante e com distintas características, o que estimula o desenvolvimento do setor e, consequentemente, maiores oportunidades de crescimento.

Escrito por Paulo Cezar Martins Pereira, superintendente de Vendas e Marketing da , empresa líder na transformação de cobre e suas ligas.
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