Um ano de arte

Centro Cultural do Alumínio comemora aniversário como espaço técnico e de integração com a comunidade

No dia 17 de maio, o Centro Cultural do Alumínio (CCAL), em São Paulo, recebeu membros da diretoria da ABAL e convidados para celebrar o aniversário de um ano de sua inauguração. Mais que um ponto de encontro para o setor, o local busca mostrar as aplicações de nosso material de maneira lúdica, dialogando com todo tipo de público, incluindo estudantes e a sociedade em geral.

Espaço multidisciplinar
Colocar o alumínio na vida das pessoas é o principal objetivo da iniciativa. “Ele é um metal bastante contemporâneo e integrado com o mundo moderno: é aplicado em aviões, carros elétricos, eletrodomésticos, embalagens de alimentos etc. Esse centro foi criado para promover o alumínio na sociedade em suas diversas formas. Por isso, foi bastante apoiado por nós”, afirma Ricardo Carvalho, presidente da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), que representou o Conselho Diretor da ABAL na celebração do 1º ano do espaço.

“Aqui, conseguimos difundir o conhecimento e explorar o papel do material como elemento de relevância para a arte”, complementa o presidente-executivo da ABAL, Milton Rego. Dessa forma, o espaço é sustentado por três grandes pilares temáticos: cultura, capacitação técnica e contato com a comunidade.

A gerente-cultural do CCAL, Sílvia Toledo, explica melhor esses conceitos: “Temos ações que incluem palestras e oficinas, trabalhando com profissionais, crianças e adolescentes para que possam conhecer o lugar e desenvolver capacidades”. Tudo para fugir da visão meramente industrial do alumínio, revelando-o como matéria-prima versátil e inspiradora.

“Esse 1º ano de vida foi um período de estruturação”, comenta Flávio Enninger, da Quattro Projetos, empresa responsável pela gestão cultural. “Para o restante de 2018, temos um novo projeto, voltado para a expansão de ações culturais, workshops e debates ligados ao alumínio.”

Conteúdo inédito, sempre
A cerimônia de comemoração serviu igualmente para inaugurar a exposição Memórias fotográficas sobre alumínio, que reúne fotos do início de nossa indústria no Brasil, impressas em chapas do metal. Algumas dessas imagens foram feitas pelo fotógrafo alemão Hans Gunter Flieg, conhecido por registrar o desenvolvimento industrial do País nas décadas de 1950 e 1960.

As mostras são rotativas, garantindo conteúdo inédito ao longo de todo o ano. Existe ainda um acervo permanente — cujo conteúdo não fica restrito somente ao centro. Em abril, a exposição Alma e Arte, organizada em Recife, recebeu três obras pertencentes ao CCAL.

Qualificação e integração

A programação de atividades práticas é outro destaque. Alunos de escolas públicas já participaram de oficinas de origamis e colagem, com o intuito de desenvolverem novas habilidades.

Para artistas plásticos, são realizados workshops sobre técnicas de manipulação do alumínio. Em fevereiro, por exemplo, ocorreu o encontro Sacilotto, o gesto da razão, que discutiu a obra de Luiz Sacilotto, pioneiro nas técnicas de corte e dobra do material.

 

O que é o CCAL?
Instalado no mesmo endereço em que está a sede da ABAL, o centro recebeu incentivo do Ministério da Cultura, via Lei Rouanet, e conta com patrocínio de Alcoa, Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), Grupo ReciclaBR, Hydro e Novelis.

A arquitetura do lugar convida o público a circular pelo espaço, permitindo a interação com as obras. O acervo inclui objetos artísticos e históricos, além de uma biblioteca técnica sobre o alumínio e assuntos relacionados.

Visite o CCAL!
Endereço: Rua Humberto I, 220 (4º andar, conjunto 42), Vila Mariana, São Paulo
Horário de funcionamento: Segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas
ENTRADA GRATUITA

 

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