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Quando o alumínio é a melhor opção para cabos de energia elétrica?

Executivos da Alubar e do Grupo Prysmian apontam as principais aplicações

O setor elétrico registrou a maior alta (26,9%) dentre os mercados que mais consumiram alumínio em 2019, de acordo com o Anuário Estatístico 2019, divulgado pela Associação Brasileira do Alumínio (ABAL). O resultado positivo está relacionado à fabricação de cabos de energia elétrica. Para entender o uso crescente desse material com o metal, mostramos a seguir quais são as principais aplicações, benefícios e inovações.

Aplicações
O uso do alumínio como condutor em cabos elétricos teve início a partir de 1900, consolidando-se nas redes de serviços públicos de distribuição e transmissão de energia elétrica logo após a Segunda Guerra Mundial, em 1945. A informação é de Marcondes Silvestre Takeda, gerente de Engenharia de Aplicação do Grupo Prysmian.

Hoje, além dessas áreas, é crescente o uso para os grids subterrâneos no setor de energia renovável com geração centralizada (eólica e solar).

“Na transmissão de energia elétrica, os cabos nus são aplicados em linhas aéreas de alta tensão, sustentados em torres. Na distribuição (dentro dos centros urbanos), os cabos são utilizados principalmente em redes aéreas de baixa e média tensão, e podem ser do tipo nu, isolado ou protegido, sustentados em postes”, explica Takeda.

Conheça abaixo os tipos de cabos de alumínio x utilização:


Benefícios
Entre as principais vantagens competitivas dos cabos de alumínio estão o custo mais baixo e o peso inferior, cerca de três vezes menor, nos dois casos, em relação aos produzidos com cobre.

“Os cabos de alumínio possuem um risco muito menor de serem furtados, comparativamente aos de cobre — que, além da própria perda do material, quando retirados de redes instaladas, ocasionam prejuízos relacionados à interrupção do fornecimento de energia”, acrescenta Takeda.

Inovação
José Luiz Conte, gerente de Mercado da Alubar, conta que, nos últimos anos, os condutores de alumínio com Liga 1120, da linha Alubar Altec, têm sido os mais requisitados para os empreendimentos de transmissão de energia elétrica. Isso porque proporcionam menor custo global para a obra, devido às propriedades elétricas e mecânicas. Já no setor de distribuição são indicados os cabos multiplexados e protegidos de alumínio.

“Os cabos com alma de aço eram mais comuns, por conferirem características mecânicas de tração maiores aos condutores. Entretanto, isso gerava um aumento significativo no peso e demandava torres mais robustas, com impacto no custo do projeto. A Liga 1120, de boas propriedades mecânicas, inclusive quanto à fluência (creep), permitiu importante mudança de paradigma no setor”, comenta.

Recentemente, a Alubar também desenvolveu o condutor ACFR, formado por fios de alumínio com perfil trapezoidal, encordoados ao redor de um núcleo de fibra de carbono reforçada. Esses cabos são mais leves e possuem maior capacidade de condução de energia, com o mesmo diâmetro dos tradicionais condutores de alumínio com alma de aço (CAA).

“Com o ACFR Alubar, além da obtenção de ganhos mecânicos ainda maiores para os condutores, há a possibilidade de recapacitação de linhas já existentes. Para isso, basta substituir os cabos antigos, visando a aumentar a capacidade de transmissão de energia, sem necessidade de construir novas torres e licenciar novas áreas”, afirma.

Em 2015, a General Cable, hoje braço do Grupo Prysmian, também apresentou os cabos de alumínio nu para transmissão aérea de energia com a tecnologia E3X®, a qual consiste em aplicar uma película sobre o cabo para aumentar a sua emissividade (dissipação de calor), ao mesmo tempo em que diminui a absorção solar, maximizando a capacidade térmica da linha.

Investimentos no País
No início do ano, o Grupo Prysmian forneceu mais de mil km de cabos de alumínio de baixa e média tensão para a instalação do grid subterrâneo de energia do Parque Solar São Gonçalo, no Estado do Piauí. A usina fotovoltaica, projeto da Enel Green Power (EGPB), é considerada a maior da América do Sul. Espera-se que esse parque alcance 1,5 GW de capacidade.

O Grupo também está concluindo os investimentos de R$ 200 milhões nas plantas localizadas em Sorocaba (SP) e Poços de Caldas (MG), como parte do projeto +90, cujo nome faz referência aos anos de operação no Brasil completados em 2019.

Desde 2013, a Alubar já forneceu mais de 200 mil km de cabos condutores da Liga 1120, para diversos clientes do mercado de transmissão de energia elétrica, por todo o território nacional.

“A Alubar possui capacidade produtiva de 120 mil t/ano de condutores de alumínio. A empresa investe em novas aquisições de máquinas e na expansão da capacidade produtiva para continuar atendendo todo o setor elétrico, sempre com qualidade e disponibilidade de entrega”, revela Conte.

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