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Com alumínio, Coronavac é responsável por 74% das vacinações contra a Covid-19 no Brasil

Hidróxido de alumínio contido na vacina produzida pelo Butantan ajuda a acionar sistema imunológico

O Instituto Butantan deve concluir o envio de mais 4,1 milhões de doses da Coronavac ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, até sexta-feira (14/5). Com isso, completa a distribuição das 46 milhões de doses previstas no primeiro contrato com o governo. Até o início desta semana, o imunizante era responsável por 74% das vacinações feitas no país.

Agora, o Instituto aguarda a liberação de 4 mil litros de matéria-prima para cumprir o segundo contrato, cuja previsão é entregar 54 milhões de doses até setembro deste ano.

Adjuvante
A vacina contra a Covid-19 desenvolvida em parceria com a biofarmacêutica Sinovac utiliza o alumínio como adjuvante. Trata-se de uma substância que ajuda a melhorar a resposta imunológica do ser humano ao estimular a produção de anticorpos.

O alumínio é usado na forma de sal (hidróxido, fosfato e sulfato) devido às características de maior segurança, facilidade de preparação, estabilidade e alta capacidade imunoestimulante.

 Como a vacina é produzida?
Flávio Guimarães da Fonseca, virologista do Centro de Tecnologia de Vacinas e pesquisador do Departamento de Microbiologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), explica que a vacina da Sinovac utiliza na composição um vírus morto ou inativado, assim como acontece com a vacina da gripe.

“Quando a vacina é aplicada, o alumínio presente na formulação estimula determinados receptores do sistema imunológico. Este, por sua vez, fica ativo e consegue responder com força a determinado vírus ou proteína”, detalha o especialista da UFMG.

Segurança comprovada
De acordo com o International Aluminium Institute (IAI), os sais de alumínio têm um longo registro de segurança como auxiliares vacinais, com mais de 80 anos de uso no Brasil e no exterior.

“O alumínio é o adjuvante mais estudado mundialmente, tem mais de 310 publicações no pubmed.gov e 6.800 citações no Google Scholar [portal acadêmico]. Devido ao amplo histórico de pesquisa e uso, ele é considerado seguro para uso humano”, revela Ariana Meirelles, gerente de Vendas do Segmento Farmacêutico da Croda Brasil.

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