High-voltage power lines at sunset. electricity distribution station

Vantagens do alumínio: metal oferece excelente condutividade elétrica

Característica faz com que o material seja cada vez mais usado em cabos de energia

O alumínio tem uma série de características que o tornam ideal para o setor de cabos. Em seu estado puro tem condutividade elétrica de 62%, segundo o International Annealed Copper Standard (IACS). O índice não é o mesmo que o do cobre (100%, de acordo com o IACS), porém, ao se somar a condutividade à extrema leveza e facilidade de montagem e manutenção que confere aos sistemas, o metal se torna um aliado importante do segmento.

“Quando aumentamos a seção do cabo de alumínio em 28%, temos a mesma capacidade de condução do cabo de cobre e, ainda assim, a metade do seu peso. Além disso, o custo do metal com base no London Metal Exchange (LME) corresponde a apenas 1/5 do cobre. É um grande diferencial, tornando a aplicação desses cabos muito mais vantajosa”, explica Sidnei Ueda, engenheiro especialista da Alubar.

Os cabos de alumínio têm sido utilizados no País principalmente nos setores de distribuição e transmissão de energia, em diferentes formatos: protegidos para linhas aéreas, isolados aéreos de baixa tensão e isolados de média e alta tensão subterrâneos, além de específicos para o setor de energias renováveis.

A sua leveza, 70% maior do que a do cobre, reduz o número de torres de transmissão instaladas. Isso porque o metal consegue percorrer longas distâncias, diferente dos cabos de cobre. Estes últimos, por serem mais pesados, têm um valor maior das catenárias (curvas formadas sob o próprio peso do material puxado pela gravidade).

“Em regiões serranas, a dificuldade para instalação de linhas é maior. Nesse caso, o alumínio reduz a necessidade de muitas torres”, explica Ayrton Filleti, presidente-emérito da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL). Junte-se a isso a facilidade que o material traz para o transporte e o manuseio.

Para Marcondes Silvestre Takeda, gerente de Engenharia de Aplicação do Grupo Prysmian, os cabos de alumínio também possuem risco menor de serem furtados em relação aos de cobre.

“Isso é importante porque, quando o furto ocorre em redes já instaladas, além da própria perda do material ocorre todo tipo de prejuízo relacionado com a interrupção do fornecimento de energia”, explica.

Quando os materiais se complementam no mercado
O alumínio e o cobre são os metais mais utilizados como condutores em cabos elétricos porque possuem baixa resistividade, excelente eficiência, além de serem dúcteis e resistentes à corrosão quando instalados corretamente.

“A realidade do mercado torna oportuna a utilização desses materiais em tantos cenários de instalação que um acaba complementando o outro”, destaca Takeda.

O executivo reforça que as áreas de aplicação de ambos os materiais são relativamente distintas e relacionadas à diferença de densidade. Como regra geral, o cobre é usado como condutor elétrico para aplicações em que a minimização do volume e a flexibilidade são importantes, como no cabeamento em equipamentos elétricos.

 Por outro lado, o alumínio é usado nos cenários em que a minimização da massa é importante. Os cabos de cobre pesam mais do que os de alumínio e isso faz diferença em áreas em que o peso é algo a se evitar, como nas citadas linhas de transmissão.

Sustentabilidade
Luiz Henrique Caveagna, diretor geral da Termomecanica, ressalta como outro diferencial a sustentabilidade do alumínio, já que desde a mineração de bauxita são usados métodos modernos que incluem o reflorestamento das áreas logo após a extração. Além disso, o metal é infinitamente reciclável. 

“Na reciclagem, para cada t de alumínio produzida, economizamos 4,5 t de minério de bauxita, com a consequente preservação das minas e paisagens. A reciclagem também despeja apenas 5% de partículas na atmosfera em relação a mesma quantidade do material fabricado a partir do minério”, conta. “E nossa produção primária, saliente-se, é feita a partir de energia limpa”, conclui.

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