Parceiras da natureza

Extração da bauxita é feita com benefícios para o meio ambiente e para as comunidades locais


Mesmo nos dias atuais, é comum que muitas pessoas imaginem a mineração como uma atividade que traz uma série de impactos ambientais negativos, desde a perda da cobertura vegetal do solo até a poluição dos recursos hídricos.

Porém, felizmente, essa não é uma verdade absoluta. Pelo contrário. E companhias que realizam a atividade no Brasil voltada ao setor de alumínio têm dado o exemplo positivo. Elas estão indo além das medidas obrigatórias para a proteção ambiental em seus trabalhos de mineração e dedicam-se a garantir que as áreas de exploração de bauxita sejam devolvidas de forma tão boa — ou ainda melhor — como estavam antes.

A seguir, conheça um pouco sobre duas dessas iniciativas, realizadas pela Alcoa e pela Companhia Brasileira de Alumínio (CBA).

ALCOA, EM JURUTI (PA)
Três esferas de sustentabilidade
Embora a Alcoa tenha iniciado a mineração de bauxita em Juruti (PA) em 2009, a empresa já vinha se preparando para os trabalhos desde 2000, realizando pesquisas e construindo a estrutura do projeto. E, logo após a realização dos Estudos de Impacto Ambiental (EIA) e a elaboração do Relatório de Impacto Ambiental (Rima), ela reuniu-se com líderes comunitários, instituições públicas e privadas e outras partes interessadas para discutir e planejar o empreendimento.

“Em todas as suas operações, a Alcoa mantém profundo respeito pela biodiversidade ambiental e cultura dos moradores da região em que atua”, afirma Janaína Donas, diretora de Relações Governamentais e Comunicação da companhia. “Por isso, ao nos instalarmos no Norte do Brasil, resolvemos ir além das obrigações legais e executar um projeto integrado à comunidade local, desenvolvendo inúmeras ações voluntárias em favor da sociedade”. O Projeto Juruti foi então desenvolvido para proporcionar sustentabilidade nas esferas ambiental, social e econômica para a região.

Na área de conservação ambiental, a Alcoa atuou em diversas frentes para incentivar e apoiar a conservação da biodiversidade. Esse foi o caso, por exemplo, dos trabalhos para a proteção de tartarugas em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio): a iniciativa permitiu o aumento de mais de 220% no número de filhotes devolvidos à natureza. Outra atividade da companhia, desenvolvida em conjunto com a ONG WRI Brasil, foi a articulação com parceiros em Belém, Juruti e Paragominas para promover ações de restauração florestal nessas três cidades, capacitando pessoal para conduzir esse trabalho, bem como conscientizando o setor agropecuário local para adotar técnicas com baixa pegada de carbono.

A responsabilidade social também foi priorizada nos trabalhos da Alcoa. “Para se ter uma ideia do divisor de águas provocado pelo nosso empreendimento de bauxita em Juruti, em 2006, uma pesquisa do Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira] apontou 15% de analfabetismo na população acima de quinze anos no município. Após os investimentos realizados pela Alcoa em parceria com o poder público, o volume de matrículas no Ensino Médio passou de 474 para 2.542, o que significa um aumento de 436%”, conta Janaína.

Outros indicadores também têm apresentado melhora significativa nos últimos anos, aponta Janaína. Segundo o Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) saltou de 0,389 para 0,592. O número de empregos formais também cresceu: de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), esse número passou de 185 para 4.948.

Vale destacar ainda a Agenda Positiva, um conjunto de ações voluntárias da Alcoa, implementada em parceria com a prefeitura municipal e a Câmara Municipal de Juruti, que conta com um investimento de R$ 69 milhões e contempla as áreas de saúde; segurança e justiça; educação e cultura; e infraestrutura urbana e rural. “Em Juruti, a Alcoa tem orgulho de operar uma mineração sustentável e inovadora na Amazônia, baseando-se em seus valores: atuar com integridade, operar com excelência e cuidar das pessoas”, comenta a diretora de Relações Governamentais e Comunicação da companhia.

CBA, EM MIRAÍ (MG)
Recuperação ambiental inovadora
A CBA iniciou suas operações no município mineiro de Miraí em 2008, já tendo extraído e beneficiado mais de 20 milhões de t de bauxita no local. E, desde o início, a empresa vem desenvolvendo um modelo novo de restauração do solo em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), abrangendo áreas com mata nativa, culturas de café e eucalipto e pastagem.

“A CBA recupera 100% as áreas mineradas”, aponta Luis Jorge Leal Nunes, seu diretor de Negócios Primários. Ele explica: durante a mineração, a cobertura de vegetação e o solo rico existentes sobre o minério são removidos e armazenados para uso posterior; assim que a mineração é encerrada, inicia-se a etapa de suavização do terreno para que o local volte a ter a configuração mais próxima possível da original. Em seguida, o solo rico em matéria orgânica é reaplicado, corrigindo a sua acidez e preparando-o para o plantio de espécies nativas da Mata Atlântica ou para atividades agrícolas (como o plantio de café), de pastagem ou silvicultura.

Os trabalhos de recuperação nas áreas mineradas não param aí: a CBA também implementa nela um sistema de drenagem que evita a erosão e o carregamento de elementos sólidos (como rochas) pela chuva. Além disso, todos os produtores rurais responsáveis pelos terrenos reabilitados são orientados sobre cuidados e boas práticas para a manutenção do solo e das plantações, com uma cartilha elaborada pela companhia e entidades parceiras.

Segundo Nunes, o processo de reabilitação é plenamente concluído entre três e quatro anos, permitindo a rápida recuperação da cobertura vegetal nativa e o enriquecimento natural das áreas mineradas ao longo do tempo. “Estudos realizados pela UFV na região observaram que, ao final do processo de mineração, o solo é recuperado e entregue aos proprietários em condições produtivas melhores do que as encontradas anteriormente, inclusive com maior absorção e retenção de água”, destaca. “Isso evidencia a sustentabilidade da atividade de mineração de bauxita na região.”


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