Empresas da indústria do alumínio analisam o desempenho de 2025 e as perspectivas para 2026
Mesmo diante de um cenário desafiador, setor permanece confiante no potencial de crescimento do mercado
Por Redação28 de maio de 2026 às 19:44
Compartilhe:
A indústria do alumínio no Brasil tem apresentado indícios de crescimento significativo. Em 2025, os recursos das empresas foram direcionados para novas plantas, tecnologias de reciclagem e inovação em processos produtivos, com foco em sustentabilidade, entre outras iniciativas.
De acordo com os dados mais recentes da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), referentes a 2024, o Brasil ocupa a 9ª posição mundial em produção de alumínio com 1,1 milhão de t produzidas no ano. O maior consumo do metal está concentrado no segmento de embalagens (32,5%), seguido por construção civil (17,7%), transportes (16,3%), eletricidade (12,2%), bens de consumo (10,3%) e outros setores (11%).
“O segmento de embalagens é atualmente o maior consumidor de produtos transformados de alumínio no Brasil, respondendo por 32% do volume total consumido no País de janeiro a setembro de 2025. No período, foram destinadas 451.500 t de alumínio para esse segmento, um crescimento de 0,9% em relação ao mesmo período de 2024, impulsionado principalmente pelo desempenho da produção de latas para bebidas. Além disso, a reciclagem é um pilar estratégico da cadeia do alumínio no Brasil: cerca de 60% desse metal consumido no País tem origem reciclada, o dobro da média mundial”, afirma Janaina Donas, presidente-executiva da ABAL.
As projeções do International Aluminium Institute (IAI) apontam para um crescimento de 40% na demanda global de alumínio até 2030. O segmento de transportes, entre outros, deve estar entre os principais beneficiados por essa expansão, impulsionada pelas políticas de descarbonização e pela transição para veículos elétricos, mais intensivos no uso do metal.
Apesar das dificuldades impostas pela economia, 2025 registrou aumento nos indicadores de vendas e lançamentos no mercado imobiliário. Dionysio Klavdianos, vice-presidente de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), destaca que o alumínio é um dos insumos mais utilizados nas etapas que envolvem acabamentos e fachadas.
Para avaliar o desempenho do setor em 2025 e revelar as expectativas para o ano de 2026, o portal Revista Alumínio consultou empresas do setor do alumínio que operam em território nacional.
Alumínio primário
A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) encerrou 2025 com lucro líquido de R$ 230 milhões, revertendo o prejuízo registrado em 2024, refletindo a melhora do mercado. No ano passado, o segmento de alumínio primário foi o principal destaque dentro do portfólio da companhia, beneficiado pela recuperação dos preços internacionais e pela maior demanda por lingotes P1020, especialmente para exportação. No quarto trimestre, esse segmento apresentou crescimento anual de 8% em volume, indicando maior competitividade e boa aceitação do produto no mercado externo.
Para Luciano Alves, CEO da companhia, 2025 foi um ano de resiliência do mercado global de alumínio, mesmo em um segmento como o de commodities marcado por volatilidade. Após um início de ano com maior pressão sobre os preços internacionais, o setor encontrou equilíbrio e sustentação ao longo dos meses, impulsionado pelos fundamentos de oferta e demanda. Nesse cenário, Alves destaca que a CBA avançou de forma consistente em sua estratégia. Embora a empresa tenha enfrentado uma instabilidade temporária na refinaria de alumina, a produção já foi normalizada com ganhos de eficiência.
“ A CBA também evoluiu em iniciativas estratégicas estruturantes, com destaque para o fortalecimento de sua competitividade por meio da aquisição de participação em dois complexos eólicos que passam a compor seu portfólio de autoprodução de energia renovável. Os resultados também apresentaram melhorias no perfil de endividamento e evolução contínua na agenda ESG, mantendo a companhia em posição de referência na oferta de alumínio de baixo carbono e preparada para atender uma demanda global cada vez mais orientada pela sustentabilidade”, afirma Luciano Alves.
Descarbonização
Para a Hydro, 2025 foi um ano fundamental para a implementação de projetos de descarbonização em suas operações. A empresa inaugurou o complexo eólico Ventos de São Zacarias, na divisa entre os Estados do Piauí e Pernambuco, com capacidade instalada para produzir 456 MW. Com isso, 87% da energia elétrica consumida na Alunorte, refinaria de alumina da Hydro, e 90% da Mineração Paragominas passaram a vir de fontes renováveis. Além disso, a companhia avançou na ampliação da frota de caminhões elétricos na Mineração Paragominas e no consumo de biomassa proveniente do caroço de açaí na Alunorte.
“Mostramos ao mundo, na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30) realizada em Belém (PA), o que já entregamos de descarbonização em nossas operações. São resultados reais, e não apenas planos, fruto dos R$ 12,6 bilhões em investimentos dos quais a Hydro participa desde 2022. Encerramos 2025 com 18,7% menos emissões em comparação a 2017, aproximando-nos da meta de reduzir esses números em pelo menos 30% até 2030. É importante ressaltar que esse compromisso com a descarbonização não começou em 2025, nem será encerrado ou esquecido após a COP 30. A Hydro segue atuando nessa frente com o objetivo de alcançar emissões líquidas zero até 2050 ou antes”, afirma Anderson Baranov, CEO da Norsk Hydro Brasil.
Latas de alumínio
Na visão de Gabriel Sekine, gerente de Inteligência de Mercado da Novelis América do Sul, 2025 foi um ano desafiador para a indústria do alumínio. Segundo ele, condições climáticas desfavoráveis impactaram o consumo de bebidas em latas e movimentações políticas internacionais tornaram o cenário global menos previsível. Além disso, o aumento da concorrência com materiais importados exigiu ainda mais atenção e eficiência operacional.
“A Novelis mantém uma posição de liderança no fornecimento de chapas de alumínio de alta qualidade e baixa pegada de carbono em diversos setores no Brasil e no mundo. Nosso principal destaque em 2025 continua sendo o mercado de embalagens para bebidas. Mesmo diante dos impactos do clima sobre o consumo, a lata de alumínio demonstrou resiliência, ampliando sua participação no mix de embalagens. A forte preferência do consumidor brasileiro pela lata continuou sustentando nossa performance. Com foco no cliente e investimentos em melhorias de capacidade fabril, seguimos entregando qualidade, estabilidade e confiabilidade. O setor de construção civil apresentou crescimento relevante ao longo do ano. Já o de transportes, altamente dependente de financiamentos, foi mais impactado”, afirma Gabriel Sekine.
Energia
De acordo com a Termomecanica, o segmento de energia se destacou como o principal vetor de desempenho da empresa especializada na transformação de cobre e suas ligas e que iniciou a fabricação de produtos de alumínio em 2016. A forte demanda por infraestrutura nos mercados de transmissão e distribuição de energia foi atendida pelo portfólio da companhia, com produtos que se destacaram pela adequação técnica e confiabilidade no fornecimento.
“O segmento de refrigeração também apresentou evolução positiva no período, com contribuição relevante por meio do fornecimento de tubos de alumínio. Esse desempenho reforça a diversificação da atuação da companhia e sua competência para atender, com competitividade e consistência, diferentes aplicações e demandas do mercado, em especial indústrias que exigem alto padrão de qualidade e eficiência térmica”, avalia Felipe Guerini, gerente-comercial da Termomecanica.
Ligas de alumínio
Em 2025, a AMG Brasil concentrou esforços em agregar valor aos produtos, reduzir custos e ampliar a competitividade técnica por meio de novos desenvolvimentos, tecnologias e soluções. A empresa também reforçou sua política de ESG, com foco em sustentabilidade, utilização de matérias-primas alternativas e recicladas, uso de energia renovável e redução contínua das emissões de carbono.
Segundo Edmar Castro, gerente-geral da Unidade de Materiais Especiais da AMG Brasil, houve crescimento da demanda interna, especialmente nos setores de embalagens, transportes e energia, além de um aumento das exportações para novos mercados na Europa.
“A AMG Brasil possui ligas de alumínio para os diversos tipos de fundição do mercado. Em todos os segmentos, destacamos a importância dos refinadores de grãos de alumínio (TiBAl e TiCAl), essenciais nas fundições para garantir o refino dos grãos na liga do cliente. Esse produto está presente em quase todos os segmentos em que a AMG atua e foi responsável pelo bom resultado alcançado em 2025”, conta Edmar Castro.
Bauxita
A Mineração Rio do Norte (MRN) atua na base da cadeia produtiva, com a produção de bauxita, e seu desempenho está diretamente relacionado à dinâmica da alumina e do alumínio como commodities. Segundo Guido Germani, CEO da MRN, 2025 apresentou demanda consistente, impulsionada por setores como construção civil, embalagens e, principalmente, pela transição energética, que ampliou o uso do metal em mobilidade elétrica, energia renovável e infraestrutura.
“Cerca de 60% da nossa produção abastece refinarias no Brasil, enquanto o restante segue para exportação, com presença relevante na América do Norte, Europa e, eventualmente, na Ásia. Isso posiciona a MRN como um elo estratégico tanto para o mercado doméstico quanto para o equilíbrio internacional de oferta. Além disso, a MRN respondeu por 90% da bauxita exportada pelo Brasil em 2024, reforçando nosso papel como player estruturante da cadeia. Mais do que um mercado com melhor desempenho, nosso principal resultado foi manter a regularidade e confiabilidade de fornecimento, fatores essenciais em uma cadeia global cada vez mais pressionada por segurança de suprimento”, explica Guido Germani.
Cabos elétricos
O Grupo Alubar, empresa de produção de cabos elétricos de alumínio na América Latina, encerrou 2025 com avanços em competitividade, governança corporativa e eficiência operacional. A empresa realizou uma reestruturação societária de seus controladores, criando a Alubar Global Holding Limited, sediada em Londres, no Reino Unido. Mauricio Gouvea, CEO da empresa, afirma que a estratégia busca consolidar, sob uma única holding internacional, as operações brasileira, canadense, estadunidense e futuros investimentos do grupo.
“Em 2025, no Brasil, a empresa manteve sua performance como líder no fornecimento dos condutores de alumínio necessários para os projetos negociados durante o único leilão de transmissão organizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). No mesmo ano, o grupo iniciou a produção própria de carretéis de madeira que servem de embalagem para os cabos elétricos fabricados pela empresa. Além disso, o grupo concluiu a primeira fase do projeto de uso de gás natural em suas operações no Pará. Hoje, cinco fornos da fábrica de Barcarena estão adaptados para utilizar o combustível na produção de vergalhões de alumínio. Nos Estados Unidos, a Alubar Metals recebeu um novo forno de fusão a gás natural, com capacidade de 100 t. O equipamento permite derreter lingotes e placas de alumínio na própria planta”, destaca Gouvea.
Alumínio extrudado
Segundo a Prolind Alumínio, 2025 registrou queda no consumo de alumínio extrudado no Brasil. O cenário foi impactado pela elevada taxa de juros, que reduziu investimentos e desacelerou os mercados como construção civil e transportes. Ainda assim, Tiago Morales, CEO da empresa, destaca o crescimento do e-commerce da companhia, o bom desempenho da linha de peças industriais e o aumento do market share (participação de mercado) no segmento de tarugos.
“Ao longo de 2025, observamos uma desaceleração no mercado de alumínio extrudado, especialmente em aplicações mais sensíveis ao ciclo econômico. Em contrapartida, o segmento de construção civil apresentou maior estabilidade relativa. Nesse contexto, nossa operação de refusão teve um desempenho consistente, impulsionada pelo fornecimento a extrusores com atuação nesse mercado. Isso contribuiu para a manutenção dos volumes e consolidação do aproveitamento total da capacidade instalada, especialmente após a entrada em operação do nosso segundo forno em 2024”, afirma Tiago Morales.
O que esperar de 2026?
“O ano de 2026 vem se mostrando bastante desafiador, sobretudo pelos impactos que podem advir dos conflitos bélicos em andamento. Nosso setor tem se mostrado resiliente e em crescimento, o que também favorece o mercado de alumínio. A evolução gradual da construção civil rumo à industrialização promove maior geração de empregos devido à multiplicidade de aplicações do alumínio.”
Dionizyo Klavdianos, vice-presidente de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)
“Mesmo diante de um cenário geopolítico internacional desafiador, marcado por conflitos relevantes e possíveis impactos nas cadeias de suprimento, a AMG segue priorizando investimentos em equipamentos e na otimização de seus processos. Essa atuação reforça o compromisso da companhia com a qualidade de seus produtos e serviços, além de sustentar sua estratégia de ampliação de presença no mercado global, com foco em excelência operacional e alto desempenho.”
Edmar Castro, gerente-geral da Unidade de Materiais Especiais da AMG Brasil Foto: Fabrício Guedes / AMG Brasil
“O cenário global apresenta comportamentos mais favoráveis ao alumínio neste momento, inclusive com elevação do preço do metal. A CBA inicia esse período com uma estrutura financeira sólida, perfil de dívida alongado e elevada previsibilidade energética, fatores que reforçam sua resiliência. Entre os principais projetos estratégicos, destaca-se o avanço do portfólio de autoprodução de energia renovável, adicionando às operações da companhia 60 MW médios de suprimento oriundos do Complexo Eólico Serra do Tigre. Além disso, os investimentos seguem concentrados em manutenção, modernização de ativos e evolução da eficiência operacional, assegurando competitividade a médio e longo prazos. A companhia segue priorizando o crescimento sustentável, a disciplina de capital e a geração de valor aos stakeholders.”
Luciano Alves, CEO da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA)
“Para 2026, a empresa projeta aumento relevante da capacidade produtiva, especialmente no mercado norte-americano, além da manutenção de uma posição dominante nos leilões de transmissão na América Latina. Após os investimentos realizados em 2025, a fábrica norte-americana deverá atingir capacidade de 100 mil t de vergalhão de alumínio e 40 mil t de cabos elétricos por ano. No campo financeiro, a Fitch Ratings atribuiu ao Grupo Alubar, em 2025, a nota ‘A-(bra)’ no Rating Nacional de Longo Prazo, com perspectiva estável. O relatório destaca o adequado perfil de liquidez da companhia, o cronograma alongado de amortização de dívidas e a projeção de fluxos de caixa livres positivos a partir de 2026, fatores que devem permitir a manutenção de alavancagem moderada. A Fitch também ressalta que, em 2025 e 2026, as operações internacionais no Canadá e nos Estados Unidos devem representar de 45% a 50% da receita líquida e cerca de 20% a 30% do Ebitda consolidado do grupo.”
Maurício Gouvêa, CEO do Grupo Alubar
“Acreditamos em um 2026 desafiador. Ao longo de 2025 e neste primeiro trimestre do ano, a tensão geopolítica e o aumento da rivalidade entre as grandes potências ampliaram a pressão sobre a economia global e nossos mercados. Operando em quarenta países, sentimos os impactos desses movimentos em nossas operações. Entretanto, nossa ampla presença em toda a cadeia de valor do alumínio nos torna mais diversificados e resilientes. Sabemos o que produzimos e onde produzimos. Agora, como produzimos é mais importante do que nunca. Embora não possamos controlar as circunstâncias externas, seguimos empenhados em fortalecer a agilidade e a resiliência da Hydro, garantindo foco em nossas metas e resultados.”
Anderson Baranov, CEO da Norsk Hydro Brasil
“2026 é, acima de tudo, um ano decisivo. Do ponto de vista operacional, seguimos sob pressão, já que as reservas atualmente licenciadas sustentam a operação apenas até 2028, o que cria um horizonte crítico para a continuidade do negócio. Por outro lado, temos uma agenda clara de futuro, centrada no Projeto Novas Minas (PNM). A expectativa é obter a Licença de Instalação neste primeiro semestre, o que permitiria iniciar a instalação ainda em 2026. O projeto envolve investimentos da ordem de R$ 9 bilhões, manutenção da produção em 12,5 milhões de t por ano e preservação de cerca de 7 mil empregos. Além disso, o PNM é fundamental para manter o Brasil como player global na cadeia do alumínio.”
Guido Germani, CEO da Mineração Rio do Norte (MRN)
“Projetamos um 2026 de aceleração. Este será um ano promissor, especialmente pelo calendário de grandes eventos de massa, como a Copa do Mundo e as eleições, que, historicamente, elevam o consumo de bebidas e, consequentemente, o giro de latas no mercado. O objetivo é transformar cada pico de demanda em uma oportunidade para reforçar a circularidade do alumínio, garantindo que o metal retorne ao ciclo produtivo com a maior velocidade e a menor pegada de carbono do setor. Nossa expectativa é ampliar ainda mais o aproveitamento da nossa capacidade instalada, avançando na valorização do alumínio reciclado em segmentos de alto valor agregado — como transporte, construção civil e bens de consumo — e demonstrando, na prática, que ligas com alto conteúdo reciclado preservam integralmente a nobreza do material e a performance técnica exigida por esses mercados.”
Gabriel Sekine, gerente de Inteligência de Mercado da Novelis América do Sul
“Enxergamos 2026 como um ano de estabilidade, mas com potencial claro de avanço para empresas bem-posicionadas. Seguiremos com a mesma disciplina estratégica de 2025, mantendo foco absoluto em excelência operacional e no cliente no centro de tudo. Mesmo diante de um cenário político e econômico que ainda exige cautela, estamos preparados para capturar oportunidades.”
Tiago Morales, CEO da Prolind Alumínio
“As perspectivas para 2026 permanecem construtivas. De acordo com as projeções da ABAL, combinadas com a evolução dos Leilões de Linhas de Transmissão e os cronogramas previstos para o período, a expectativa é de manutenção de um ambiente favorável para o segmento elétrico, em linha com o desempenho observado em 2025. O cenário macroeconômico e os cronogramas de infraestrutura sinalizam um novo ciclo de demanda aquecida, pavimentando o caminho para o que tende a ser um ano de volumes históricos no consumo de cabos de alumínio. Nesse cenário, a Termomecanica projeta para 2026 a consolidação dos sólidos patamares de performance operacional conquistados em 2024-2025, apoiada na manutenção de elevados padrões de eficiência e disciplina operacional, visando a fortalecer e expandir o market share nesse setor competitivo. Em linha com essa visão, os investimentos da companhia estarão concentrados em iniciativas voltadas ao aumento da agregação de valor aos clientes, especialmente por meio da evolução das capacidades operacionais.”
Felipe Guerini, gerente-comercial da Termomecanica
Crédito da imagem de abertura:https://www.magnific.com/br