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Desenvolvimento sustentável: as ações responsáveis da cadeia do alumínio na Região Amazônica

Alcoa, Hydro e MRN atuam respeitando o meio ambiente e as comunidades locais

A conservação das florestas brasileiras está no centro das discussões do País e do mundo — o tema foi abordado até no primeiro debate entre os candidatos à presidência dos Estados Unidos, realizado no dia 29 de setembro. Recentemente, fundos de investimento que gerenciam ativos de US$ 4 trilhões fizeram um apelo ao governo pela preservação da Floresta da Amazônia, pois a perda da biodiversidade e as emissões de carbono representam riscos para os seus portfólios.

Nesse contexto, a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) aderiu, como apoiadora institucional, ao Comunicado do Setor Empresarial Brasileiro em defesa da agenda do desenvolvimento sustentável e combate ao desmatamento da Amazônia, divulgado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) em julho.

O documento já soma 79 assinaturas e evoluiu para o Movimento do Setor Empresarial Brasileiro. Marina Grossi, presidente do CEBDS, explica que o documento foi elaborado considerando as ações de produzir e preservar como verbos não antagônicos. Além disso, demonstra a preocupação com a percepção negativa da imagem do Brasil no exterior e o enorme potencial de prejuízo para o desenvolvimento de negócios e de projetos fundamentais para o País.

“Está muito claro para o setor produtivo brasileiro que é preciso fazer mais para combater o desmatamento ilegal na Amazônia e demais biomas brasileiros. Para avançarmos e acelerarmos esse processo, construímos uma agenda de reuniões com lideranças de diferentes instituições”, declara.

Para conhecer os detalhes dessa iniciativa, clique aqui.

Perante tamanha preocupação da sociedade e de players do mercado quanto ao assunto, vale destacar as empresas que operam com responsabilidade na região, como as integrantes da cadeia do alumínio, que empreendem diversos investimentos em prol da sustentabilidade. As operações das mineradoras vão além das exigências da legislação, com as melhores práticas do setor.

Alcoa

Atualmente, a mineração de bauxita no Estado do Pará representa 85% do total extraído no Brasil, de acordo com a ABAL — o País possui a 4ª maior reserva do minério do mundo.

A Alcoa – que atua em toda a cadeia produtiva do metal – opera desde 2009 em uma mina de bauxita com potencial de 700 milhões de t métricas no município de Juruti, localizado à margem direita do rio Amazonas, na fronteira entre os Estados do Pará e Amazonas.

Segundo Fábio Abdala, gerente de Sustentabilidade da Alcoa, a companhia adotou o método de nucleação para acelerar a reabilitação de áreas mineradas de bauxita, além do monitoramento da fauna e flora, recursos hídricos e solo que já é realizado antes e após toda a operação.

“O importante foi envolver a comunidade na plantação de mudas. Conciliamos essa obrigação da empresa com o desejo das comunidades. Já foram cultivadas cerca de 500 mil mudas entre 2009 e 2020”, afirma.

A Alcoa também contribuiu com o fortalecimento de corredores ecológicos na região dos rios Tapajós-Abacaxis, por meio de parcerias com organizações não governamentais. Nos últimos anos, a empresa ajudou na elaboração do Plano de Conservação da Biodiversidade, Zoneamento Econômico-Ecológico do Município de Juruti e na criação da Reserva de Vida Silvestre Lago Mole, além do projeto de restauração florestal com o engajamento de mulheres.

“A empresa tem a obrigação de proteger esses recursos naturais que correm riscos de sofrer impactos. Além disso, a floresta é importante para o bem-estar e a qualidade de vida das comunidades em que operamos. É fonte de renda, água, peixes, recursos madeireiros, sem falar de sua relevância cultural. A perda da floresta afeta os serviços ecossistêmicos”, enfatiza Abdala.

Desde sua chegada a Juruti, a companhia firmou um compromisso com a comunidade local para investir R$ 74 milhões em 54 iniciativas nas áreas de saúde, educação, segurança pública, assistência social e infraestrutura urbana e rural. Quase todas já foram implementadas e contribuíram para elevar a qualidade de vida na região, incluindo a renda per capita. Mas a empresa continua a promover uma série de outros investimentos.

O estabelecimento da Alcoa impulsionou ainda a criação do Instituto Juruti Sustentável (IJUS), em 2008, iniciativa que recebeu R$ 3 milhões iniciais da companhia para trabalhar com projetos voltados ao município.

Hydro Brasil

A empresa de origem norueguesa Hydro possui uma unidade de mineração de bauxita no município de Paragominas, no Pará, onde vendeu 7,36 milhões de t de bauxita em 2019. Além disso, a empresa opera com o refino de alumina e produção de metal primário na cidade de Barcarena, no mesmo Estado.

“Não podemos subestimar os desafios de operar em uma área tão significativa. Como temos plena consciência das dificuldades, estabelecemos padrões rígidos de controle e monitoramento ambiental e um processo estruturado e abrangente de engajamento com as comunidades vizinhas”, explica Domingos Campos, diretor de Sustentabilidade da Hydro.

Recentemente, as operações de bauxita e alumina da Hydro foram certificadas pelo Padrão de Desempenho e Padrão de Cadeia de Custódia pela Aluminium Stewardship Initiative (ASI).

De acordo com Domingos Campos, na Mineração Paragominas há programas para aperfeiçoar o trabalho de recuperação de áreas mineradas. A empresa aplica três técnicas de reflorestamento – plantio tradicional, regeneração natural e nucleação – e já contabiliza mais de 2,3 mil ha recuperados na região desde 2009. Essa reabilitação conta com o suporte dos projetos de pesquisa, visando à melhoria contínua das técnicas aplicadas, e são realizados pelo Consórcio de Pesquisa de Biodiversidade Brasil-Noruega (BRC).

Viveiro de mudas usadas no reflorestamento

Para o diretor da Hydro, o compromisso da companhia é ser parceiro das comunidades vizinhas às suas operações. “Aprendemos que só podemos ter sucesso como empresa se as comunidades ao nosso redor também tiverem sucesso. E é por isso que nos esforçamos para causar impacto positivo e apoiar a mudança social em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU”.

Atualmente, 10 programas sociais beneficiam 15 mil pessoas no Pará, por meio da educação e capacitação como bases para o desenvolvimento sustentável. Em 2019, também foi criado o Fundo de Sustentabilidade da Hydro (FSH) para gerir o investimento de R$ 100 milhões no município de Barcarena, baseado nas prioridades definidas pela Iniciativa Barcarena Sustentável (IBS), em um período de dez anos.

MRN

A Mineração Rio do Norte (MRN) opera com três minas em Porto Trombetas, Oriximiná, no Estado do Pará. Instaladas na Floresta Nacional Saracá-Taquera, Mina Aramã, Mina Bela Cruz e Mina Monte Branco beneficiam 12 milhões de t de bauxita por ano.

“Nesses 41 anos, pautamos nossas operações tendo como pilar uma mineração sustentável na Amazônia, que respeita as pessoas e o meio ambiente. Com segurança e compromisso socioambiental, extraímos e beneficiamos a bauxita para levarmos um produto de excelente qualidade aos mercados nacional e internacional, ajudando também a desenvolver a região em que atuamos e o Brasil”, relata Vladimir Moreira, diretor de Sustentabilidade da MRN.

Atualmente, a empresa se relaciona com mais de 50 comunidades quilombolas, indígenas e ribeirinhas dos municípios de Oriximiná, Faro e Terra Santa, com cerca de 70 iniciativas. A MRN também busca estar presente como parceira das comunidades tradicionais da região no desenvolvimento de ações socioeconômicas que contribuam para a melhor qualidade de vida.

O diretor da MRN explica que a mineradora conduz ações de conservação e preservação ambiental, monitora os meios bióticos na área de impacto do empreendimento e desenvolve 12 Programas de Educação Socioambiental (PES).

Dos 441 mil ha da Floresta Nacional de Saracá-Taquera, a empresa utiliza apenas 4,2% para suas operações, sendo que boa parte está em processo de restauração florestal.

A MRN já reabilitou 7, 3 mil ha, onde foram plantados mais de 14,5 milhões de mudas de 450 espécies arbóreas nativas. No processo de produção de mudas, 12 comunidades tradicionais são beneficiadas por meio da compra de sementes e mudas florestais. 

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