China Jiangsu metal processing plant workshop, a library of aluminum ingots

Consumo aparente de alumínio deve retornar aos níveis pré-crise, afirma presidente-executivo da ABAL

Segundo Milton Rego, crescimento do mercado nacional deve ser de 5%, chegando a 1,6 milhão de toneladas

Em entrevista ao Valor Econômico publicada nesta segunda feita (20), Milton Rego, presidente-executivo da Associação Brasileira de Alumínio (ABAL), estima um crescimento de 5% no mercado brasileiro em 2020, chegando a 1,6 milhão de toneladas. Em 2014, o consumo foi de cerca de 1,5 milhão de toneladas.

“2020 tem todos os ingredientes para ser um bom ano. Esse crescimento será puxado pelas indústrias de embalagem, transporte e a construção civil, que desde o último trimestre de 2019 vêm retomando a atividade”, disse o dirigente.

Milton Rego, presidente-executivo da ABAL (Imagem: ABAL/DanielaToviansky)

Para Milton, desse consumo, apenas 800 mil toneladas deverão ser produzidas no país. E, desse valor, 300 mil toneladas de alumínio primário podem retornar ao sistema brasileiro. 

“Em 2014, produzimos 1,7 milhão de toneladas de alumínio primário. De lá pra cá, perdemos mais de 800 mil toneladas, com o fechamento dos altos-fornos em função do preço alto da energia. Desses, somente os smelters da Alcoa em São Luís (MA) podem retomar a operação, mas isso está longe de acontecer”, explica.

Preços mais competitivos da energia elétrica, na visão do presidente-executivo da ABAL, são essenciais para o País se tornar autossuficiente na produção de alumínio primário, reduzindo a importação.

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