DJI_0079-2 (1)

Com o metal até no nome, cidade de Alumínio é impactada positivamente pela atuação da CBA

A cerca de 80 km da capital paulista, região se desenvolve a partir das ações da empresa

Com história intimamente relacionada à produção de alumínio, distante a apenas cerca de 80 km de São Paulo, 18 mil habitantes e área de 83 mil km2, Alumínio foi reconhecida como cidade apenas em 1991, deixando de ser distrito de Mairinque. A emancipação se deu por meio de um plebiscito, após muita persistência dos moradores.

Mas isso só foi possível porque, em 1955, foi inaugurada no local a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA). Em pouco tempo, a fábrica tornou-se uma das maiores unidades industriais do Brasil e o sucesso da produção do alumínio dinamizou a região. Quer saber como essa história foi construída? Confira a seguir.

 LEIA TAMBÉM: Sem abrir mão da identidade, Juruti (PA) evolui com o alumínio

Há mais de um século
Pautada pelas atividades industriais, a região começou a se desenvolver ainda em 1875, a partir da construção da Estrada de Ferro Sorocabana e de um empreendimento local, a Fazenda Santo Antônio, do coronel Antônio Proost Rodovalho. No local eram produzidos aglomerantes hidráulicos e cimento.

Na década de 1920, o imigrante português Antônio Pereira Ignácio — fundador do Grupo Votorantim, conglomerado do qual a CBA faz parte — adquiriu a fazenda, dando continuidade aos negócios. Não demorou para que o local passasse por uma reorganização urbanística e ganhasse a condição de bairro do então distrito de Mairinque, ainda parte da cidade de São Roque.

Nasce a CBA
Homem de visão empreendedora, Antônio Pereira Ignácio transferiu a indústria de cimento para Votorantim, município vizinho, e decidiu, junto com o genro, José Ermírio de Moraes, iniciar no bairro a montagem de uma fábrica de alumínio — o embrião do que viria a ser a CBA.

“O sonho de tornar o Brasil um produtor de alumínio independente e com uma fábrica robusta, integrada e moderna, tomou forma na primeira metade da década de 1940. O projeto exploraria, inicialmente, as reservas de bauxita de Poços de Caldas (MG) e beneficiaria o minério na fábrica localizada no Estado de São Paulo”, conta Leandro Faria, gerente de Sustentabilidade da CBA.

O local reunia vários fatores positivos para a produção de alumínio:

  • Disponibilidade de um terminal ferroviário;
  • Facilidade de acesso ao Porto de Santos (SP);
  • Abundante oferta de energia para viabilizar a operação;
  • Proximidade com a cidade de São Paulo, um centro consumidor e distribuidor.

Nessa época, o bairro começou a ser chamado de Alumínio, em homenagem ao produto manufaturado. Em 1958, passou a pertencer à cidade de Mairinque, então fundada formalmente. O distrito só foi elevado à condição de cidade, conforme mencionado na abertura da reportagem, em 1991.

Desenvolvimento
Para abrigar a mão de obra para contratada para a fábrica, a CBA criou uma vila operária, bastante significativa para o desenvolvimento da cidade.

“Com a inauguração da fábrica, em 1955, a população aumentou. Escola, cinema, clube atlético, creche, hospital e igreja foram construídos para que os funcionários e as famílias não dependessem das cidades vizinhas”, detalha o gerente de Sustentabilidade da CBA.

Além disso, o investimento em usinas hidrelétricas na região do Vale do Rio Juquiá para o abastecimento de energia da CBA atraiu muitas pessoas para o local. O crescimento e a expansão da empresa transformaram a vila operária em um bairro populoso.

“A região, antes despovoada, dava lugar a ruas cheias de vida. O sucesso da produção de alumínio dinamizava cada vez mais a região”, explica Faria.

Investimentos
Com o tempo, a CBA firmou um convênio com o Serviço Nacional de Aprendizado Industrial (Senai-SP) e implementou um centro de formação profissional para atender a região de Alumínio e cidades próximas.

Atualmente, na área de educação, a empresa realiza o projeto Parceria pela Valorização da Educação (PVE), que promove melhorias na educação pública nos municípios e engaja rede escolar, a Secretaria Municipal de Educação e a comunidade.

Há também investimentos em ações sociais para gerar valor compartilhado e colaborar com o desenvolvimento da região. Realizados por meio do Instituto Votorantim, esses projetos estão alinhados aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

O compromisso da CBA com o município de Alumínio envolve a qualificação do poder público municipal, de forma a permitir ganhos de gestão, refletindo em melhores indicadores sociais, fiscais e econômicos. Com esse objetivo, nasceu o projeto Alumínio 50 anos, iniciado em 2019 com a finalidade de contribuir com o crescimento da cidade de forma estruturada.

A CBA ainda investe e contribui para a autonomia e dinamismo econômico do município, incentivando o empreendedorismo individual ou por meio de cooperativas e associações com caráter produtivo.

Município hoje
Alumínio conta com boa infraestrutura urbana e diversas iniciativas ligadas à cultura e ao lazer.

“A CBA atua diretamente na economia do município, gerando empregos diretos e indiretos. Traz fornecedores, clientes e parceiros, além de contribuir com a economia local. Também vale ressaltar que a empresa ajudou bastante o município a se expandir ao doar áreas para construção de prédios públicos, escolas, praças, espaços de lazer, cemitério e avenidas, entre outros”, ressalta Rodolpho Barreto Miguel Rodrigues, diretor do Departamento Municipal de Planejamento de Alumínio.

A cidade também é vizinha de Sorocaba, um importante centro econômico e cultural da região, e está próxima do Vale do Ribeira, onde está o Legado das Águas, reserva ambiental mantida pela empresa Reservas Votorantim.

Um dos ativos ambientais da Votorantim, essa área foi adquirida a partir da década de 1940. A CBA, desde então, mantém sua floresta e a rica biodiversidade local com o objetivo de contribuir para a manutenção da bacia hídrica do rio Juquiá, onde a companhia possui sete usinas hidrelétricas.

Veja também:

Projeto inspira jovens profissionais a ingressar no mercado do alumínio

No cenário atual de incertezas — também em decorrência da pandemia do novo coronavírus —, disseminar conhecimento, compartilhar experiências e dicas são primordiais para os estudantes de graduação e recém-formados se prepararem para o mercado de trabalho. Atenta a essa demanda e na busca constante pela aproximação com o meio acadêmico, a Associação Brasileira do

Reserva ambiental mantida pela CBA é destaque em Goiás

O Legado Verdes do Cerrado é uma reserva particular de desenvolvimento sustentável da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA). Localizada em Niquelândia (GO), a área, de 32 mil ha, sendo 80% de cerrado nativo, administrada pela Reservas Votorantim – gestora de ativos ambientais do grupo – destaca-se pela conservação e nova economia integrada com atividades tradicionais.

1 comentário em “Com o metal até no nome, cidade de Alumínio é impactada positivamente pela atuação da CBA”

  1. Edson Barbosa da Cruz

    CBA na Cidade de Votorantim, uma empresa pautada na transformação, superação e desenvolvimento, e tem participação na formação profissional, cultural de muitas famílias, contribuindo para o crescimento e fortalecimento do país. Construindo um legado único, inerente a sua capacidade de se superar diante das adversidades .

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima
Menu