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Volkswagen e Volvo aceleram a eletrificação

Marca sueca só venderá elétricos puros em 2030; no mesmo ano, VW quer que 75% dos modelos comercializados na Europa sejam eletrificados

O processo de eletrificação da frota mundial de automóveis continua a pleno vapor. Uma recente pesquisa publicada pela consultoria Delloite afirma que, em 2030, nada menos que 32% dos automóveis vendidos no mundo devem ser totalmente elétricos ou, ao menos, híbridos.  

Mas é possível que esses percentuais acabem sendo revistos para cima muito em breve. Nas últimas semanas, duas importantes marcas — a Volkswagen e a Volvo Cars — anunciaram novidades em seus planos de eletrificação para os próximos anos.

Acelerando a eletrificação
Até o final do ano passado, a Volkswagen estimava que, em 2030, 35% dos carros vendidos na Europa seriam eletrificados. Mas, com o plano “ACCELERATE”, revelado no início de março, a marca dobrou a aposta e quer chegar a 70% de eletrificados em suas vendas no Velho Continente. Já na China e nos Estados Unidos, a meta é chegar aos 50%.

“Ainda precisamos dos motores a combustão por um tempo, mas eles serão o mais eficientes possível, razão pela qual a próxima geração de nossos produtos principais — que são todos globais — também receberão a última tecnologia híbrida plug-in, com autonomia elétrica de até 100 km”, disse Ralf Brandstätter, CEO da Volkswagen.

Os ambiciosos planos da marca são suportados pela estratégia global do Grupo Volkswagen, revelado no dia 15 de março, que prevê uma redução no custo das baterias e a ampliação da rede pública de carga rápida. 

“Queremos reduzir o custo e a complexidade da bateria e, ao mesmo tempo, aumentar sua autonomia e performance. No final, isso fará da mobilidade elétrica uma tecnologia de propulsão acessível e dominante”, explica Thomas Schmall, membro do Conselho do Grupo Volkswagen Group encarregado da tecnologia.

Em 2023, o grupo Volkswagen pretende lançar uma célula de baterias para todas as suas marcas, devendo ser adotada em 80% dos seus modelos. Além da questão da escala, estão sendo trabalhados a otimização da célula em si e de seus processos de produção, além da reciclagem mais eficiente.

Dessa forma, a meta é reduzir gradualmente os custos das baterias no segmento de entrada em até 50% e no de alto volume em até 30%. Ao todo, serão seis fábricas de baterias funcionando na Europa até 2030, produzindo células com um valor energético equivalente a 240 GWh por ano.

Além da própria marca Volkswagen, o grupo tem sob seu guarda-chuva Audi, Bentley, Bugatti, Lamborghini, Porsche, Seat e Skoda (automóveis), Ducati (motos), MAN, Volkswagen Caminhões e Ônibus e Scania (veículos pesados).

Em relação à infraestrutura de recarga, a empresa pretende operar cerca de 18 mil postos públicos de carga rápida na Europa até 2025, graças a uma série de parcerias estratégicas com BP, Iberdrola e Enel, além da joint-venture IONITY, que conta com a participação dos grupos BMW, Daimler e Ford. 

Só elétricos em 2030
A Volvo Cars já havia anunciado, em 2019, que venderia apenas modelos eletrificados — elétricos puros ou híbridos. Agora, no entanto, a fabricante sueca assume um compromisso ainda mais firme ao anunciar que, a partir de 2030, venderá apenas modelos totalmente elétricos

“Não há futuro a longo prazo para carros com motor de combustão interna. Estamos firmemente comprometidos em nos tornarmos um fabricante de carros exclusivamente elétricos e a transição deve acontecer até 2030”, disse Henrik Green, vice-presidente sênior de tecnologia da Volvo Cars. 

A eletrificação total de seus carros é parte de um plano ambiental mais amplo da Volvo Cars, que busca reduzir a pegada de carbono total do ciclo de vida do carro. Segundo a empresa, que é controlada pelo grupo chinês Geely, a decisão se baseia na expectativa de uma rápida expansão da infraestrutura de recarga, com a melhoria de sua qualidade e acessibilidade.

Nesse período de transição, a empresa espera que metade de suas vendas globais sejam de veículos puramente elétricos já em 2025. 

O papel do alumínio
O crescimento da participação do alumínio no conteúdo dos automóveis nas últimas décadas está diretamente relacionado à necessidade de redução de peso. Inicialmente, era necessário atingir as metas de emissões, cada vez mais rígidas. 

A importância do metal, no entanto, se mantém com o processo de eletrificação. Afinal, a necessidade de redução de peso continua a mesma — devido ao peso elevado das baterias, que vai resultar na maior autonomia do veículo.

Além disso, o alumínio se mostra fundamental sob outros aspectos, como, por exemplo, proporcionando uma estrutura segura para a acomodação das células de baterias e auxilia no seu processo de refrigeração.

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