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Versáteis, produtos de alumínio são empregados em coberturas e fechamentos na construção civil

Telhas, chapas e painéis metálicos têm desempenho similar ou superior se comparados a outros materiais

A indústria do alumínio tem desenvolvido sistemas construtivos e produtos para atender as diversas demandas do setor de construção civil. As inúmeras vantagens do metal têm colaborado com projetos de cobertura e fechamento de empreendimentos imobiliários residenciais, comerciais e industriais.

Segundo Ayrton Filleti, presidente-emérito da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), um dos cases de sucesso histórico é o sistema de cobertura do Pavilhão de Exposições Anhembi, em São Paulo, que recebeu 400 t de alumínio, incluindo os perfis e as telhas, em uma área original de 70 mil m2 – antes de sua ampliação.

“O projeto do Anhembi foi desenvolvido pelo engenheiro canadense Cedric Marsh, em 1970. A facilidade de dissipação de calor do alumínio é importante para essas grandes coberturas, pois torna o ambiente interno mais agradável se comparado às tradicionais telhas de fibrocimento, de difícil dissipação”, conta Filleti.

Pavilhão de Exposições Anhembi, em São Paulo: erguido na década de 1970, tem leve treliça feita com alumínio espacial na base de sua cobertura

A versatilidade e a resistência à corrosão também são grandes vantagens do alumínio.

“O metal é uma alternativa a outros materiais, tornando-se uma opção com menor impacto ambiental”, destaca Fernando Wongtschowski, gerente de Marketing e Estratégia Comercial da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), lembrando que o alumínio é infinitamente reciclável.

Wongtschowski acrescenta também o diferencial da flexibilidade, ou seja, o material é mais fácil de moldar, permitindo a estruturação geométrica que aumenta a durabilidade. Outra característica é que o metal auxilia no isolamento térmico, reduzindo o consumo de energia e possibilitando conforto acústico.

Na opinião de Luiz Ferrarini, coordenador de Projetos do Grupo Ibrap, a leveza também é um atributo que favorece a aplicação do alumínio nas coberturas e fechamentos.

“O peso final das estruturas, trabalhando-se as ligas, atende de forma eficiente diversos projetos da construção civil. Além disso, o alumínio e seus processos de transformação possibilitam perfis mais adequados para essas aplicações”, comenta.

Veja as principais características do alumínio que contribuem para o bom desempenho de coberturas e fechamentos:

  1. Leveza: facilidade e rapidez na montagem;
  2. Durabilidade: grande longevidade;
  3. Alta resistência mecânica e à corrosão;
  4. Baixa emissividade;
  5. Alta refletividade;
  6. Baixo custo de manutenção;
  7. Excelente relação custo-benefício;
  8. Infinitamente reciclável.
Arena das Dunas, em Natal: tem telhas zipadas de alumínio termo isolante. O terminal 3 do Aeroporto de Guarulhos (SP), imagem que abre esta matéria, também é coberto com a solução, aplicada pela Bemo Brasil (Fotos: Divulgação Bemo Brasil)

Soluções mais indicadas
Magda Reis, arquiteta formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e consultora da ABAL, explica que os produtos recomendados para aplicação em coberturas e fechamentos laterais são telhas, chapas e painéis de alumínio composto, mais conhecidos como aluminium composite material (ACM).

“As telhas de alumínio são muito versáteis e podem ser empregadas em todos os tipos de obra. Esses produtos podem apresentar desempenho similar ou superior em comparação a outros materiais, não havendo limitações para sua aplicação, desde que o projeto do sistema de cobertura seja elaborado seguindo os critérios estabelecidos pelas normas técnicas e as necessidades específicas da edificação”, frisa a consultora.

Veja abaixo os tipos disponíveis no mercado:

  • Telha ondulada – recomendada para coberturas com estruturas em forma de arco;
  • Telha trapezoidal – indicada para coberturas com esforços de sobrecarga concentrada frequente;
  • Telha trapezoidal com nervura – mais usada em grandes coberturas e fechamentos laterais;
  • Telha zipada – ideal para projetos com coberturas de grandes comprimentos e necessidade de estanqueidade total.

Os tipos de cobertura também podem variar: 

  • Cobertura simples: aplicação de uma camada de telhas, sejam onduladas, trapezoidais ou trapezoidais nervuradas;
  • Cobertura termoacústica: sistemas compostos por duas camadas de telhas e uma intermediária com um destes componentes:
  • Poliuretano expandido
  • Poliestireno (Isopor)
  • Lã de vidro, lã de rocha
  • Cobertura zipada: telhas contínuas, com possibilidade de grandes comprimentos, fabricadas na obra conforme necessidade de cada edificação.
Conference Centre de Glasgow, na Escócia: construção conta com telhas contínuas zipadas deitas com alumínio

Inovações do mercado
Para Magda, em termos de inovação, é possível citar o uso de chapas e telhas de alumínio composto para ampliar a resistência e o desempenho termoacústico da cobertura. Nesse caso, as peças são aplicadas no fechamento lateral, substituindo paredes de alvenaria ou outros materiais.

Há também a utilização de painéis de alumínio composto e de telhas zipadas em coberturas e fechamentos laterais. Os autores do projeto arquitetônico exploram a plasticidade dos materiais para compor diferentes formas, contribuindo para diferenciar o design da edificação.

Tratamento de superfície
As soluções metálicas são fabricadas a partir de bobinas e chapas de alumínio que passam pelo processo coil coating, no qual recebem tintas especializadas que proporcionam excelente acabamento de superfície.

 Depois disso, há basicamente duas opções de acabamento para os produtos de alumínio: pintura ou anodização. A pintura eletrostática conta hoje com opões brilhantes, foscas e texturizadas, além dos sublimados ou por deposição. Já a anodização eletrolítica inclui os tons foscos, bronzeados e coloridos.

“Ambas apresentam vantagens, embora atualmente a pintura venha se destacando como opção quando tratamos de acabamentos de alumínio. Elas possuem uma gama maior de cores e possibilitam resultado mais elegante. Porém, a anodização do tipo inox está entre as mais solicitadas pelo mercado”, informa Luiz Ferrarini, do Grupo Ibrap.

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