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Vantagens do alumínio: resistência mecânica e à corrosão garante maior durabilidade aos produtos

Com propriedades combinadas, metal torna-se fundamental para as áreas de transporte, construção e energia

O alumínio é um dos metais mais consumidos pela indústria moderna. Ao longo dos anos, a produção de novas ligas tem agregado benefícios relacionados à alta resistência mecânica e à corrosão que, somados às demais características do metal, proporcionam durabilidade para as soluções desenvolvidas em setores como transportes, construção e energia, entre outros.

E são essas características que destacamos em mais uma reportagem da série Vantagens do alumínio.

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Solidez nos mercados de automóveis e aviões
Empregado inicialmente apenas no segmento de utensílios domésticos, o alumínio passou a ganhar força a partir do século 20 no setor de transportes.

Heber Otomar, consultor técnico de Desenvolvimento de Mercado e Inovação da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), explica que, em relação à resistência mecânica, o alumínio puro recozido apresenta um limite de tração de 48 Mpa contra 425 Mpa do aço. No entanto, esse valor aumenta em função das ligas, do trabalho a frio e do tratamento térmico, quando possível.

De acordo com a Novelis, com o avanço das tecnologias, hoje os veículos com intenso uso de alumínio são mais seguros e duráveis, além de até 40% mais leves, quando comparados aos fabricados com aço.

Além disso, as montadoras recorrem ao metal em busca de soluções inovadoras e sustentáveis que possibilitem a próxima geração de veículos.

O alumínio tem sido empregado no desenvolvimento de aplicações para veículos elétricos, demandas emergentes de mobilidade e absorção superior de energia para produtos de controle de colisões e segurança. E ainda oferece maior flexibilidade de design graças às propriedades de resistência, união e conformabilidade, o que permite melhor dinâmica de direção e agilidade do veículo.

“O Brasil ainda está muito atrás dos países desenvolvidos em relação ao uso do alumínio. Comparativamente, os Estados Unidos, Europa e Japão já utilizam mais de 150 kg de alumínio no carro enquanto o Brasil fica entre 20 a 30 kg”, comenta Alfredo Imagawa Júnior, coordenador de Aplicação e Desenvolvimento da Hydro Soluções em Extrudados.

No setor aeroespacial, segundo a Novelis, o metal é usado na produção de materiais de placas e chapas laminadas para componentes da fuselagem e estrutura da asa, de acordo com especificações padrão ou personalizadas. O material também pode ser reciclado infinitamente, tornando-se uma boa escolha à medida que os fabricantes buscam iniciativas sustentáveis.

Imagawa Júnior acrescenta que o alumínio tem uma excelente relação força versus peso. A indústria aeronáutica opta pelo metal em razão da leveza e alta resistência mecânica das ligas para o segmento. Soma-se a isso, o fato de ele não se tornar frágil a baixas temperaturas como é o caso da maioria dos aços.

Resistência à corrosão na construção, indústria naval e energia
O alumínio também se destaca em relação à resistência contra intempéries climáticas e à oxidação, entre outros agentes externos.

Devido às suas propriedades, é possível encontrá-lo na construção de estações de trem, centros de convenções, complexos comerciais e aeroportos, entre outros.

Já no setor no mercado imobiliário, o alumínio está presente no segmento de esquadrias. Nesse caso, os acabamentos superficiais como pintura e anodização aumentam a durabilidade dos produtos, sendo indicados para as zonas litorâneas e ambientes industriais.

A aplicação no setor de painéis de energia solar é outro exemplo, pois essas estruturas, expostas às intempéries, precisam ser leves e resistentes para suportar as placas que captam a luz solar para a geração de energia.

“O alumínio não irá oxidar, enferrujar, quebrar ou ter problemas estruturais por ao menos 25 anos”, garante Heber Otomar, consultor Técnico da CBA.

Quem também se beneficia da elevada resistência à corrosão do metal é a indústria naval, tanto para a construção de lanchas, barcos e navios de todos os portes, como para as plataformas. A liga 5052 é a mais conhecida pelo mercado como chapa naval.  

Nessa área, Ayrton Filleti, presidente-emérito da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), lembra que o navegador Amyr Klink optou por um barco fabricado com produtos da antiga Alcan, hoje Novelis, para uma viagem que durou 22 meses do Polo Norte ao Polo Sul no veleiro Paratii, em 1989. Desde então, ele se tornou um defensor das vantagens da aplicação do metal na área de navegação ao se surpreender com a resistência do material durante sua expedição.

Outra área em que o alumínio tem se destacado é a de energia. Sidnei Ueda, engenheiro especialista da Alubar, conta que os cabos fabricados com o metal, em suas diferentes ligas, possuem características de grande durabilidade e vida útil longa — e isso se deve principalmente a resistência à corrosão.

“Naturalmente, uma finíssima camada de óxido de alumínio se forma na superfície do cabo e evita a propagação da corrosão. Isso é ideal para a instalação dos cabos em ambientes em que as condições são mais agressivas, como locais poluídos e mais suscetíveis a chuva ácida e localidades próximas ao mar, em que a maresia é forte”, comenta o engenheiro.

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