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Uso do alumínio tem potencial de crescimento no agronegócio

Metal pode ser empregado em segmentos como irrigação e armazenagem

Um grande propulsor econômico do País, o agronegócio evolui ano após ano. E apesar do cenário de pandemia, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisou, em outubro, a projeção da taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do setor, que passou de 1,6% para 1,9% em 2020. Com foco no aumento da eficiência e da produção, a expectativa é que esse mercado agregue cada vez mais novas tecnologias e, com isso, surjam oportunidades para a indústria do alumínio.

Segundo Eduardo Daher, diretor-executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), o grande potencial de uso do metal está na infraestrutura, mais precisamente na área de irrigação.

“Por ser tropical, o Brasil tem o bônus de possuir duas safras por ano. Se controlarmos o sistema de irrigação, é possível alcançar até três safras. Esse é um segmento onde o investimento em alumínio é fundamental, como em sistemas com pivôs centrais, que giram irrigando a área do plantio”, reforça.

Um dos exemplos desse trabalho está no município de Cristalina, em Goiás, que tem a maior área irrigada da América Latina, com mais de 50 mil hectares. Os produtores locais usam um método de captação de água para garantir a qualidade do processo durante o ano.

O executivo da Abag afirma que, hoje, apenas entre 10% e 12% das culturas anuais contam com o processo de irrigação.

“É muito pouco se comparado com os Estados Unidos e outros países, porque requer investimentos. Mas existe uma grande oportunidade”, reforça.

Gestão da produção

O alumínio também pode ser matéria-prima importante para a área de armazenagem, onde o País é deficiente.

“Se o produtor não possuir meios de armazenagem, após a colheita, é preciso levar o produto para uma cooperativa ou vendê-lo para o trader”, explica o dirigente.

Daher comenta que o Brasil é um grande player internacional de café, açúcar, celulose e movimenta uma safra enorme.

“Não me refiro aos grandes silos, mas há oportunidades para construir a armazenagem com alumínio dentro das propriedades. Os juros são baixos e o programa de financiamento Moderinfra, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ajuda nesse sentido”, explica. 

Atualmente, o volume de armazenagem nos 5,5 milhões de estabelecimentos rurais no Brasil é de apenas 18% — contra 30% na Argentina, 50% nos Estados Unidos e 85% no Canadá.

Empresa com atuação no segmento

Uma das empresas da cadeia produtiva do alumínio que atua nesta área é a Elfer Alumínio.

“Fabricamos peças que são aplicadas especificamente em máquinas e silos de armazenagem no setor de agronegócio no País”, conta Fábio Rocha Passerini, gerente de Negócios da companhia.

De acordo Passerini, os produtos também são usados em implementos de pulverização.

“A vantagem do metal, neste caso, está ligada ao aumento de produtividade no campo, pois sua leveza e resistência permitem implementos mais extensos, varrendo uma área maior. Além disso, ele minimiza a compactação do solo pelas máquinas, que é prejudicial à agricultura”, explica.

Entre outros benefícios, o alumínio é resistente à corrosão e não precisa de processos de proteção de superfície e pintura, além de ser infinitamente reciclável.

Fazendas verticais

Um mercado que está começando no Brasil é o de fazendas verticais e estufas, onde o uso alumínio na estrutura também é promissor, conforme aponta o executivo da Abag.

“Em Atibaia (SP), na horticultura já são usadas estufas para defender as hortaliças da chuva, do excesso de Sol e do granizo. Em Mogi das Cruzes (SP), a 60 km de São Paulo, é possível pegar alface e tomate fresco. Em fazendas em áreas urbanas no Estado de São Paulo, ou próximas à capital, essa é a tendência”, acrescenta.

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