Presente nos meios de transporte, nos equipamentos eletrônicos, na construção civil e nas redes de transmissão e distribuição de energia, o alumínio já responde por setores essenciais para a economia. De acordo com os dados mais recentes da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), o consumo doméstico de produtos transformados alcançou 1,88 milhão de t em 2025. Ainda, segundo a associação, o consumo brasileiro é de 8,8 kg por habitante.
As projeções do International Aluminium Institute (IAI) apontam para um crescimento de 40% na demanda global de alumínio até 2030 impulsionado pelos segmentos de energia, transporte e construção.
Leve, resistente, durável e excelente condutor de eletricidade, o metal atende diferentes necessidades da indústria. Em veículos, sua leveza contribui para reduzir o peso e aumentar a eficiência energética. Em celulares e notebooks, alia resistência à capacidade de dissipar o calor gerado pelos componentes eletrônicos. Nas linhas de transmissão, a combinação entre baixo peso e alta condutividade permite transportar eletricidade por grandes distâncias com eficiência — característica central para a expansão e a modernização do sistema elétrico.
“O alumínio reúne características muito alinhadas às necessidades de uma economia de baixo carbono: leveza, durabilidade, desempenho técnico e, especialmente, a possibilidade de ser reciclado infinitamente sem perda de suas propriedades essenciais”, frisa Janaina Donas, presidente-executiva da ABAL.
Ao potencial de crescimento do consumo interno somam-se, no caso brasileiro, condições favoráveis para atendê-lo. O País possui a 4ª maior reserva global de bauxita, o minério que dá origem ao alumínio, e conta com uma cadeia produtiva estruturada, da mineração à transformação e reciclagem — o que permite acompanhar o avanço da demanda em setores estratégicos como energia, mobilidade e infraestrutura.
Essa combinação entre potencial de crescimento do mercado interno e capacidade produtiva ganha importância em um cenário no qual a origem e a pegada de carbono dos materiais também passam a pesar nas decisões de investimento e produção.
A circularidade é um dos principais diferenciais do metal nesse cenário. A reciclagem do alumínio demanda cerca de 95% menos energia do que a produção primária e, no Brasil, 54% do volume consumido em 2025 foi de alumínio reciclado. Esse processo permite que parte do crescimento da demanda seja atendida com menor necessidade energética, mantendo o material em circulação por sucessivos ciclos de uso.
“O papel do alumínio vai muito além da sua própria pegada de carbono. Ele é insumo estratégico para setores fundamentais da transição energética e da modernização da infraestrutura. Temos uma dupla contribuição. Ao mesmo tempo em que a cadeia trabalha continuamente para reduzir suas próprias emissões, fornece um material essencial para que outros setores também avancem em seus processos de descarbonização”, destaca Janaina Donas.
Foto: Divulgação ABAL




