Termomecânica

Termomecanica passará a produzir vergalhões de alumínio

Companhia busca atender a demanda do setor elétrico e de indústrias que utilizam o produto em menor escala

Apesar da pandemia da Covid-19, a perspectiva da Termomecanica é de crescimento em novos mercados no Brasil e de aumento das exportações neste ano. A partir do segundo semestre, a empresa iniciará a fabricação de vergalhões de alumínio e o desenvolvimento de ligas especiais, para atender principalmente a indústria elétrica.

“Acreditamos que os indicadores industriais são favoráveis, pois os segmentos nos quais atuamos mostram uma boa perspectiva. Desde o início da produção de tubos e barramentos, em 2016, o nosso investimento na área de alumínio tem sido contínuo, alcançando cerca de R$ 80 milhões”, ressalta Luiz Henrique Caveagna, diretor-geral da Termomecanica.

Segundo a companhia, em média, entre 85% e 88% da produção mundial de vergalhões de alumínio são destinados à fabricação de fios, cabos, barramentos e transformadores elétricos. Por isso, a Termomecânica busca atender esse mercado e também indústrias como a alimentícia, química, de vestuário (zíperes e botões) e de pré-formados, as quais utilizam o produto, em menor escala para fins mecânicos.

Investimento em longo prazo
O projeto da área de alumínio da Termomecanica tem duas fases. A primeira teve início há cinco anos, com a produção de tubos (para bens de consumo e segmento automotivo) e de barramentos (para fins elétricos e estruturais). Essa área vem crescendo cerca de 40% ao ano e o volume gira em torno de 2.500 t/ano.

A segunda fase, com o início da produção de vergalhões este ano, tem como objetivo consolidar a empresa, que já atua na transformação de cobre e suas ligas, entre os principais fornecedores do mercado de alumínio. Além disso, vai atender a demanda dos próprios produtos da Termomecanica, substituindo a importação de países como Índia e Polônia.

A produção de vergalhões deve seguir elevados padrões de qualidade, em conformidade com normas internacionais. Além de avançada tecnologia e equipamentos de última geração, a companhia conta com o know-how do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Ensaios (CPDE), que acaba de ser acreditado pelo Inmetro na norma internacional ISO/IEC 17025.

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