Sinergia com o sol para crescer

Atualmente, a matriz energética brasileira possui cerca de 140 GW de capacidade de geração de energia elétrica. O potencial técnico da energia solar fotovoltaica no país ultrapassa a marca de 10 mil GW, capacidade superior à somatória das demais fontes de energia elétrica do país e mais de setenta vezes maior que a demanda brasileira em 2015.

Por isso, no que depender do potencial solar brasileiro, não ficaremos sem energia elétrica nem hoje, nem no futuro. A Empresa de Pesquisa Energética projeta que até 2024 a energia solar fotovoltaica atingirá pelo menos 8 GW de potência instalada, o que representa um crescimento de 200 vezes, passando de 0,02% para 4,0% da capacidade de geração de energia elétrica do país. Como resultado disso, os próximos anos serão de grandes oportunidades para o setor produtivo, incluindo o segmento de alumínio, que possui forte sinergia com o setor solar fotovoltaico.

O alumínio é utilizado na fabricação de células fotovoltaicas, bem como das molduras de módulos fotovoltaicos, em especial pelas características elétricas e alta durabilidade do metal – o que contribui para a longa vida útil de mais de 25 anos dos sistemas solares fotovoltaicos. Além disso, o metal é utilizado na fabricação de inversores fotovoltaicos, em componentes internos dos equipamentos.

Outro uso estratégico é encontrado na fabricação de estruturas de suporte, utilizadas para afixar os módulos fotovoltaicos, em que o alumínio apresenta importante diferencial, devido à sua baixa densidade e alta durabilidade às intempéries, que favorecem sua aplicação em telhados e fachadas de edifícios. A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), entidade que representa o setor solar fotovoltaico brasileiro no país e no exterior, congrega atualmente mais de 120 associados de todos os elos da cadeia produtiva, inclusive empresas do segmento de alumínio.

Tais empresas têm vislumbrado no setor solar fotovoltaico novas oportunidades de crescimento, atuando como fornecedores de matérias-primas, componentes e estruturas metálicas. Neste âmbito, a ABSOLAR atua como referência e ponto de encontro, fomentando o desenvolvimento da cadeia produtiva nacional e apoiando a expansão do mercado. Com tal proximidade entre os setores, será possível aumentar o leque de oportunidades e buscar maior competitividade, por exemplo através da redução dos custos de seus produtos e serviços ou pelo desenvolvimento de novas tecnologias e soluções.

As empresas do alumínio vislumbram no setor fotovoltaico oportunidades de crescimento e um novo fôlego para os negócios

Para melhor compreendermos essa dinâmica, em 2015, num momento em que a economia brasileira passou por um período de retração, o segmento de geração distribuída solar fotovoltaica teve um crescimento de 308%. Segundo projeções da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), em 2016 o segmento deverá crescer, na micro e minigeração distribuída, mais de 800%. Em um momento em que alguns setores da economia estão em busca de um novo fôlego para os negócios, o mercado solar fotovoltaico desponta como um candidato estratégico para receber esse interesse. O setor já possui aproximadamente 3.300 MW em projetos contratados pelo governo, representando mais de 12,5 bilhões de reais em investimentos a serem concluídos até o final de 2018.

Com sinergia e criatividade, os setores de alumínio e solar fotovoltaico terão espaço em 2016 para buscar promissoras oportunidades, lançando uma nova luz sobre a atual situação da economia brasileira.

Veja também:

Alumínio e cobre dividem o protagonismo no setor de energia

Por Luiz Henrique Caveagna A utilização do alumínio no setor de energia tem ganhado cada vez mais espaço. Mesmo com queda de 4,2% no consumo de alumínio em 2020, o mercado de cabos elétricos foi exceção e registrou aumento no consumo, passando de 193 mil t. em 2019, para 213 mil t. no ano passado,

Métodos de união de materiais para ligas de alumínio automotivas

Nos últimos anos, a tendência de redução de peso dos veículos vem sendo discutida em diversos países. O debate inclui a maior aplicação de ligas de alumínio em estruturas veiculares, viabilizando o alcance de melhores índices de consumo de combustível e emissões de gases poluentes, além de maior autonomia da bateria dos veículos elétricos. Nos

A tecnologia na indústria e os desafios da produção durante a pandemia

O impacto gerado pela pandemia do coronavírus afetou de diversas formas as empresas, não só no contexto brasileiro, mas global. Entre os principais efeitos causados pelo Covid-19 e a aplicação das medidas restritivas, estão a adoção em massa de ferramentas tecnológicas como forma de auxiliar as companhias com relação às necessidades do mercado. No setor

Rolar para cima