IMG_4054

Segmento é discutido na abertura do 8º Congresso Internacional do Alumínio

Ministro de Minas e Energia defende redução da conta de energia. Economia e situação mundial do setor são abordados em palestras especiais

Começou hoje, no São Paulo Expo, na capital paulista, a ExpoAlumínio 2018 e o 8º Congresso Internacional do Alumínio. A solenidade que marcou o início dos trabalhos, realizada na parte da manhã, contou com a participação de personalidades como o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco; o secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) Igor Calvet; e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, Ricardo Bocalon.

Primeiro a falar, Milton Rego, diretor-executivo da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), realizadora do evento, afirmou que essas são, com certeza, as melhores e mais representativas edições do congresso e feira. Milton defendeu o papel do alumínio na sociedade, dizendo que ele está em sintonia com os conceitos de economia circular e sustentabilidade que estão em voga.

Enalteceu, também, a indústria de alumínio brasileira. “Empregamos, de maneira direta, 120 mil pessoas no País. Além disso, produzimos, com baixa pegada de carbono, um material essencial para a nossa economia e para as atuais tendências de consumo. Por isso, precisamos que o governo nos ofereça previsibilidade e a possibilidade de sermos competitivos dentro e fora do País.”

Moreira Franco, ministro de Minas e Energia, resolveu “tocar na ferida”, como ele mesmo disse, e abordar um dos assuntos mais sensíveis para a indústria de alumínio, sobretudo primário: o custo do consumo de energia elétrica no Brasil. Ele explicou que mais de 50% do preço da conta é destinado ao financiamento de subsídios e ao pagamento de impostos. “Isso precisa ser discutido com o novo governo, pois não está certo”, recomendou.

 

Palestras especiais e debates
Após os discursos, foi a vez de Kirstine Veitch, principal consultora de alumínio do Metal Bulletin UK, e do ex-economista chefe do Bradesco, Octávio de Barros, ministrarem palestras especiais.

Kirstine traçou um panorama do setor de alumínio no mundo e explicou que a produção acelerada chinesa provoca desequilíbrio no mercado mundial. Barros, por sua vez, fez análises e projeções políticoeconômicas para o Brasil, defendendo a importância de uma abertura maior do mercado nacional, o aumento da produtividade e que o novo governo assuma uma agenda reformista.

Por fim, os CEOs das indústrias de alumínio Otávio Carvalheira (Alcoa); Ricardo Carvalho (Companhia Brasileira de Alumínio); John Thuerstad (Norsk Hydro) e Tadeu Nardocci (Novelis) debateram o mercado, sob a mediação de Milton Rego.

“Tivemos uma grande abrangência de temas abordados”, analisou o diretor-executivo da ABAL. “A questão da indústria de alumínio nacional é complexa, não pode ser abordada em uma única frase ou palestra. Por isso, a avaliação é muito positiva.”

Painéis e estandes
A parte da tarde foi reservada aos painéis do congresso (foram discutidos temas como economia circular, indústria 4.0 e o alumínio em utilidades domésticas) e para a visita dos estandes da feira.

Continue acompanhando nossa cobertura diária dos eventos pelo site e redes sociais. Mais informações estarão na próxima edição da revista Alumínio.

Veja também:

MRN amplia projeto e garante estudo a alunos em comunidades do Pará

Jovens das comunidades do Alto Trombetas II, localizada na cidade de Oriximiná, Oeste do Pará, cursarão o Ensino Médio com a expansão do Projeto de Apoio à Educação Básica que a Mineração Rio Norte (MRN) mantém com as comunidades quilombolas vizinhas da empresa. “O projeto oferece escola com condições reais de participação desses alunos, para que

Ibram afirma que produção mineral cresceu 11% em 2019

No mesmo dia em que o IBGE divulgou que a indústria extrativa apresentou queda de 9,7% em 2019, sendo determinante para recuo de 1,1% no desempenho da produção industrial brasileira, o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) apresentou outros resultados: segundo o órgão, a produção mineral, excluindo os segmentos de óleo e gás, cresceu 11% em

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima
Menu