Audi ok2

Projeto nos Estados Unidos busca aprimorar reciclagem de chapas de alumínio automotivo

Liderada pela Universidade de Michigan, pesquisa quer estabelecer diretrizes para simplificar e tornar o processo mais eficiente

O The Clean Sheet Project, liderado pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, vai estabelecer diretrizes para aprimorar a eficiência na reciclagem das chapas de alumínio automotivo. A Aluminum Association faz parte da equipe de pesquisa, a qual ainda conta com a participação da Novelis, Ford, Argonne National Laboratory e Institute of Scrap Recycling Industries. 

O foco inicial do projeto será determinar as melhores práticas para garantir que a sucata da carroceria de veículos no final de ciclo de vida seja recolhida, reciclada e reutilizada na produção de novas chapas.

“Como precisamos reduzir os impactos ambientais da produção de veículos, uma das maneiras de fazer isso é aumentar a produção de chapas de metal leve de materiais reciclados. Nós já reciclamos muitos dos materiais utilizados nos veículos, mas não fazemos isso da melhor forma, já que demanda colocar tanto o alumínio como o aço em alto fornos elétricos ou a gás”, disse Daniel Cooper, professor-assistente de Engenharia Mecânica da Universidade de Michigan e líder do projeto. 

Uma das grandes questões que podem ser encaminhadas com a pesquisa é que os produtos de metal reciclado não são de alta qualidade — uma vez que é quase impossível obter material puro atualmente. Os recicladores utilizam trituradores mecânicos para tentar quebrar e separar diferentes tipos de metal, mas os automóveis contêm muitas ligas metálicas diferentes, as quais acabam sendo misturadas. 

Painéis de alumínio, por exemplo, muitas vezes têm rebites de aço difíceis de remover — e, à medida que as tecnologias de união avançam, a tendência é que essa tarefa fique ainda mais complicada.

Com uma separação criteriosa por tipos de liga, produtos de alumínio transformados mecanicamente podem ser reintroduzidos no ciclo de vida fechado dos mesmos produtos. Atualmente, o alumínio reciclado é usado basicamente em produtos de baixa performance, como os blocos de motor de alumínio fundido.

“Há uma grande oportunidade para aumentar o reuso de materiais e a reciclagem se o design do veículo for pensado de modo a facilitar a desmontagem e a separação de materiais, com uma padronização em toda a indústria. O Clean Sheet Project irá nos fornecer esse conhecimento”, afirma George Luckey, gerente de Estampagem e Desenvolvimento de Ligas do Departamento de Pesquisa e Engenharia Avançada da Ford. 

É importante ressaltar que o alumínio é infinitamente reciclável, sem perda de qualidade, estabelecendo um verdadeiro ciclo fechado. Além disso, a reciclagem pode economizar mais de 90% da energia envolvida na fundição do alumínio primário. 

“A indústria do alumínio está focada na redução das emissões de carbono e essa pesquisa é crítica para ajudar ainda mais a colocar a sustentabilidade no centro da indústria. Com o rápido aumento das aplicações de alumínio para a estrutura e fechamentos da carroceria do veículo, queremos ter certeza de que esses metais serão reciclados em uma nova chapa de carroceria para fechar o ciclo de material”, destaca Marshall Wang, especialista-sênior em Sustentabilidade da Aluminum Association. 

Parte do financiamento do projeto, na ordem de US$ 2 milhões, foi concedido pelo Instituto Remade — parceria público-privada do Departamento de Energia dos Estados Unidos. A equipe da Universidade de Michigan foi a responsável pelo estudo The Coming Wave of Aluminum Sheet Scrap in the United States, segundo o qual a sucata secundária de alumínio automotivo atingirá o seu pico na próxima década nos Estados Unidos.

Veja também:

Poços de Caldas, cidade das águas termais e do minério de bauxita

Devido à formação geológica rica em minério de bauxita, a cidade de Poços de Caldas, localizada no Sudoeste de Minas Gerais, divisa com o Estado de São Paulo, ofereceu uma contribuição importante para o início da produção de alumínio primário no Brasil. A região atraiu investimentos da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) há 80 anos

Casais se conhecem trabalhando para a MRN na Amazônia

Neste Dia dos Namorados, conheça duas histórias de amor que tiveram início em períodos distintos no projeto da Mineração Rio do Norte (MRN), desenvolvido no distrito de Porto Trombetas, município de Oriximiná (PA), em pleno coração da Amazônia. Em 1986, dois jovens se conheceram durante encontros com amigos em espaços de lazer, jogos no ginásio

Baterias de íons de alumínio: mais eficiência e sustentabilidade

O Instituto Australiano de Bioengenharia e Nanotecnologia, da Universidade de Queensland, na Austrália, e o Grupo GMG (Graphene Manufacturing Group) anunciaram o início da produção dos primeiros protótipos comerciais de baterias de íons de alumínio com eletrodos de grafeno.  A tecnologia tem potencial para transformar o mercado de baterias recarregáveis em alguns anos, colocando-se como

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima