Segundo os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro totalizou R$ 3,3 trilhões, avançando 1,1% no primeiro trimestre em relação aos últimos três meses de 2025 (com ajuste sazonal). Na comparação com o mesmo período do ano passado, a economia registrou alta de 1,8%.
Entre os setores mais relevantes para a cadeia do alumínio, a indústria extrativa, segmento que engloba a extração de bauxita (matéria-prima do alumínio), foi o grande destaque com alta de 3,6% na comparação trimestral e um salto expressivo de 13,1% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Em segundo, a construção civil –, um dos principais mercados consumidores de perfis e esquadrias de alumínio –, na comparação com o trimestre anterior, avançou 2,9%, enquanto, frente ao primeiro trimestre de 2025, registrou crescimento de 1,3%.
A indústria de transformação – que processa o metal em produtos laminados, extrudados e fundidos – manteve-se estável (0,1%) na comparação trimestral, embora acumule uma retração de 0,9% em relação ao mesmo período de 2025 e no consolidado dos últimos doze meses. O setor de transportes seguiu positivo (0,7%) na comparação anual.
Confiança industrial
O momento se reflete nos indicadores de percepção do empresariado. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice de Confiança da Indústria de Transformação recuou de 72,8 para 71,6 pontos entre abril e maio – o menor patamar da série histórica iniciada em outubro de 2005.
O recuo foi puxado pelo Índice de Situação Atual (74,6 pontos) e pelas Expectativas (68,7 pontos). Atualmente, o indicador de produção prevista aponta que 13,2% das empresas planejam expandir a produção no curto prazo, enquanto 27,7% projetam redução. Outro sinal de desaceleração é a diminuição do nível de utilização da capacidade instalada, o qual passou de 79,9% para 79% de abril a maio, o menor percentual desde maio de 2009.
Foto: Divulgação ABAL




