O portal Revista Alumínio consultou empresas da indústria do alumínio
Por Redação02 de junho de 2026 às 14:05
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Mesmo diante de um cenário desafiador, setor permanece confiante no potencial de crescimento do mercado. O portal Revista Alumínio consultou empresas da indústria do alumínio. Confira!
“O ano de 2026 vem se mostrando bastante desafiador, sobretudo pelos impactos que podem advir dos conflitos bélicos em andamento. Nosso setor tem se mostrado resiliente e em crescimento, o que também favorece o mercado de alumínio. A evolução gradual da construção civil rumo à industrialização promove maior geração de empregos devido à multiplicidade de aplicações do alumínio.”
Dionizyo Klavdianos, vice-presidente de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)
“O ano de 2026 tende a ser promissor do ponto de vista operacional e estratégico, embora ainda em um ambiente marcado por riscos macroeconômicos. A expectativa é de continuidade do movimento observado em 2025, ainda que o cenário externo siga cercado de incertezas. A Alcoa inicia o ano preparada, com balanço fortalecido, portfólio mais competitivo e uma estratégia clara.”
Gisele Salvador, diretora- financeira da Alcoa no Brasil
“Mesmo diante de um cenário geopolítico internacional desafiador, marcado por conflitos relevantes e possíveis impactos nas cadeias de suprimento, a AMG segue priorizando investimentos em equipamentos e na otimização de seus processos. Essa atuação reforça o compromisso da companhia com a qualidade de seus produtos e serviços, além de sustentar sua estratégia de ampliação de presença no mercado global, com foco em excelência operacional e alto desempenho.”
Edmar Castro, gerente-geral da Unidade de Materiais Especiais da AMG Brasil Foto: Fabrício Guedes / AMG Brasil
“O cenário global apresenta comportamentos mais favoráveis ao alumínio neste momento, inclusive com elevação do preço do metal. A CBA inicia esse período com uma estrutura financeira sólida, perfil de dívida alongado e elevada previsibilidade energética, fatores que reforçam sua resiliência. Entre os principais projetos estratégicos, destaca-se o avanço do portfólio de autoprodução de energia renovável, adicionando às operações da companhia 60 MW médios de suprimento oriundos do Complexo Eólico Serra do Tigre. Além disso, os investimentos seguem concentrados em manutenção, modernização de ativos e evolução da eficiência operacional, assegurando competitividade a médio e longo prazos. A companhia segue priorizando o crescimento sustentável, a disciplina de capital e a geração de valor aos stakeholders.”
Luciano Alves, CEO da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA)
“Para 2026, a empresa projeta aumento relevante da capacidade produtiva, especialmente no mercado norte-americano, além da manutenção de uma posição dominante nos leilões de transmissão na América Latina. Após os investimentos realizados em 2025, a fábrica norte-americana deverá atingir capacidade de 100 mil t de vergalhão de alumínio e 40 mil t de cabos elétricos por ano. No campo financeiro, a Fitch Ratings atribuiu ao Grupo Alubar, em 2025, a nota ‘A-(bra)’ no Rating Nacional de Longo Prazo, com perspectiva estável. O relatório destaca o adequado perfil de liquidez da companhia, o cronograma alongado de amortização de dívidas e a projeção de fluxos de caixa livres positivos a partir de 2026, fatores que devem permitir a manutenção de alavancagem moderada. A Fitch também ressalta que, em 2025 e 2026, as operações internacionais no Canadá e nos Estados Unidos devem representar de 45% a 50% da receita líquida e cerca de 20% a 30% do Ebitda consolidado do grupo.”
Maurício Gouvêa, CEO do Grupo Alubar
“Acreditamos em um 2026 desafiador. Ao longo de 2025 e neste primeiro trimestre do ano, a tensão geopolítica e o aumento da rivalidade entre as grandes potências ampliaram a pressão sobre a economia global e nossos mercados. Operando em quarenta países, sentimos os impactos desses movimentos em nossas operações. Entretanto, nossa ampla presença em toda a cadeia de valor do alumínio nos torna mais diversificados e resilientes. Sabemos o que produzimos e onde produzimos. Agora, como produzimos é mais importante do que nunca. Embora não possamos controlar as circunstâncias externas, seguimos empenhados em fortalecer a agilidade e a resiliência da Hydro, garantindo foco em nossas metas e resultados.”
Anderson Baranov, CEO da Norsk Hydro Brasil
“2026 é, acima de tudo, um ano decisivo. Do ponto de vista operacional, seguimos sob pressão, já que as reservas atualmente licenciadas sustentam a operação apenas até 2028, o que cria um horizonte crítico para a continuidade do negócio. Por outro lado, temos uma agenda clara de futuro, centrada no Projeto Novas Minas (PNM). A expectativa é obter a Licença de Instalação neste primeiro semestre, o que permitiria iniciar a instalação ainda em 2026. O projeto envolve investimentos da ordem de R$ 9 bilhões, manutenção da produção em 12,5 milhões de t por ano e preservação de cerca de 7 mil empregos. Além disso, o PNM é fundamental para manter o Brasil como player global na cadeia do alumínio.”
Guido Germani, CEO da Mineração Rio do Norte (MRN)
“Projetamos um 2026 de aceleração. Este será um ano promissor, especialmente pelo calendário de grandes eventos de massa, como a Copa do Mundo e as eleições, que, historicamente, elevam o consumo de bebidas e, consequentemente, o giro de latas no mercado. O objetivo é transformar cada pico de demanda em uma oportunidade para reforçar a circularidade do alumínio, garantindo que o metal retorne ao ciclo produtivo com a maior velocidade e a menor pegada de carbono do setor. Nossa expectativa é ampliar ainda mais o aproveitamento da nossa capacidade instalada, avançando na valorização do alumínio reciclado em segmentos de alto valor agregado — como transporte, construção civil e bens de consumo — e demonstrando, na prática, que ligas com alto conteúdo reciclado preservam integralmente a nobreza do material e a performance técnica exigida por esses mercados.”
Gabriel Sekine, gerente de Inteligência de Mercado da Novelis América do Sul
“Enxergamos 2026 como um ano de estabilidade, mas com potencial claro de avanço para empresas bem-posicionadas. Seguiremos com a mesma disciplina estratégica de 2025, mantendo foco absoluto em excelência operacional e no cliente no centro de tudo. Mesmo diante de um cenário político e econômico que ainda exige cautela, estamos preparados para capturar oportunidades.”
Tiago Morales, CEO da Prolind Alumínio
“As perspectivas para 2026 permanecem construtivas. De acordo com as projeções da ABAL, combinadas com a evolução dos Leilões de Linhas de Transmissão e os cronogramas previstos para o período, a expectativa é de manutenção de um ambiente favorável para o segmento elétrico, em linha com o desempenho observado em 2025. O cenário macroeconômico e os cronogramas de infraestrutura sinalizam um novo ciclo de demanda aquecida, pavimentando o caminho para o que tende a ser um ano de volumes históricos no consumo de cabos de alumínio. Nesse cenário, a Termomecanica projeta para 2026 a consolidação dos sólidos patamares de performance operacional conquistados em 2024-2025, apoiada na manutenção de elevados padrões de eficiência e disciplina operacional, visando a fortalecer e expandir o market share nesse setor competitivo. Em linha com essa visão, os investimentos da companhia estarão concentrados em iniciativas voltadas ao aumento da agregação de valor aos clientes, especialmente por meio da evolução das capacidades operacionais.”
Felipe Guerini, gerente-comercial da Termomecanica
Crédito da imagem de abertura: Atif/stock.adobe.com