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Normas do setor do alumínio são produzidas de maneira estratégica

Trabalho é gerido pela Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) em conjunto com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)

O setor do alumínio conta com normas técnicas específicas desde a década de 1970 — a ABNT/TB-57 Alumínio e suas Ligas – Terminologia foi a primeira a ser publicada. No entanto, foi com a participação efetiva da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) que o mercado ganhou uma visão estratégica no desenvolvimento desse trabalho.

Ayrton Filleti, presidente-emérito da ABAL, conta que, no final da década de 1980, poucos representantes da indústria se envolviam com a produção de diretrizes e regras para o setor. Só em 1988 foi formalizada a adesão da associação do alumínio à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

O ano de 1990 foi marcante para a normalização no País, segundo Mário William Esper, presidente da ABNT. Além das privatizações e abertura do mercado brasileiro ao comércio internacional, surgiu o Código de Defesa do Consumidor.

“A publicação fez com que os setores olhassem as normas não apenas de forma técnica, mas como instrumentos de defesa junto aos seus mercados”, explica Esper.

Comitê Brasileiro do Alumínio

Diante do novo cenário, a ABNT passou a focar seus órgãos técnicos em assuntos setoriais — e não mais em grandes temas da engenharia. Com isso, o Comitê Brasileiro de Metalurgia (CB-001) foi desmembrado e seu Subcomitê Metalurgia do Alumínio deu origem, em 1998, ao Comitê Brasileiro do Alumínio (CB-035).

“A mudança foi importante para agilizar o processo. Antes, as normas técnicas eram elaboradas pelo CB-001 por meio de comissões de estudos comandadas pela ABAL, mas eram emitidas e processadas com muita burocracia, e chegavam a demorar cinco anos. Hoje é possível fazer uma norma técnica no prazo de um ano e meio”, comemora Filleti.

A criação de um comitê específico permite que o setor do alumínio tenha um acervo de normas condizente com suas necessidades.

“Nesse sentido, desde 1998, a ABAL vem desempenhando muito bem esse papel, garantindo que a atividade desenvolvida no CB-035 esteja efetivamente alinhada com os interesses do setor, dentro do seu âmbito de atuação”, ressalta Esper.

O escopo do trabalho do CB-035 compreende, no que se refere à terminologia, requisitos, métodos de ensaio e generalidades, a normalização do setor do alumínio e suas ligas, produtos brutos, semiacabados e acabados e revestimentos superficiais.

Entre os benefícios do trabalho conduzido pela ABAL, destaque para:

  • Redução de custos;
  • Aumento da produtividade;
  • Comunicação assertiva;
  • Maior qualidade na cadeia de fornecimento e consumo;
  • Inovação.

Atualmente, o CB-035 tem um acervo com 70 normas, sendo 62 delas com até cinco anos desde a publicação ou confirmação – quando o conteúdo é considerado atualizado, independe do ano de publicação da norma técnica. Além disso, o programa de trabalho também contempla 10 textos em processo de revisão.

Coordenação da ABNT

Todo Comitê Brasileiro tem um superintendente eleito pelos associados da ABNT inscritos no órgão técnico. Esse profissional é responsável pelo planejamento e execução das atividades, bem como pela garantia do atendimento aos procedimentos internos da ABNT e do Sistema Brasileiro de Normalização. No caso do CB-035, o superintendente é Ayrton Filleti.

Além disso, as atividades são acompanhadas pela diretoria de normalização da ABNT, por meio de sua gerência, a qual disponibiliza um analista técnico para gestão do processo de elaboração das normas desenvolvidas no órgão técnico. No CB-035, quem atua nesse sentido é a analista técnica Danielle Villeroy.

Os comitês ainda contam com o conselho técnico, um colegiado de superintendentes que atua com o propósito de orientação.

“Esse grupo está avaliando, por exemplo, a importância das comissões de estudo especiais relacionadas a temas como alumina e bauxita. A proposta é a eliminação dessas comissões para inclusão dos assuntos diretamente no âmbito de atuação do CB-035, a fim de contemplar toda a cadeia produtiva do alumínio”, acrescenta Filleti.

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