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Potencial da sustentabilidade

As perspectivas de expansão de usinas voltadas para a geração de energia limpa no território brasileiro seguem positivas. A empresa canadense Canadian Solar, uma das maiores organizações no setor de energia limpa no mundo, irá investir cerca de R$ 2,3 bilhões no Brasil, destinados a implantação de projetos de cerca de 400 megawatts­pico (MWp) em energia solar. Além disso, a companhia irá financiar uma linha de produção de painéis solares no valor de R$ 80 milhões na fábrica da Flextronics em Sorocaba, no interior de São Paulo.

A Flextronics atuará como “terceirizada”, tendo em vista que a Canadian irá incorporar toda a sua tecnologia na produção, além de se responsabilizar pela marca e o produto. Este pacto proporcionou um financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS), que fornece créditos apenas para investimentos de conteúdo local. A fábrica irá oferecer cerca de 400 empregos diretos e 1500 indiretos, resultando em uma produção de 350 MW de painéis.

Estimada para setembro, a inauguração de uma fabricante internacional no país irá cessar a falta de empresas de grande porte no setor. Ademais, a Canadian Solar dispõe de concessões para implantar usinas fotovoltaicas, investidas em leilões públicos do governo para o fomento de energia solar realizados nos anos de 2014 e 2015.

Boa notícia para o setor do alumínio, que vê nesse mercado uma oportunidade de crescimento. Isso porquê, devido a necessidade por resistência e leveza para a estruturas dos painéis, o alumínio é um dos matérias mais recomentados para a fabricação dos frames. Segundo dados redigidos pelo o presidente da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Milton Rego, durante este ano e o ano passado, cerca de trinta projetos de energia solar fotovoltaica foram incorporados nos Leilões de Energia de Reserva (LER) e prometem impulsionar o mercado. A Abal estima um adicional de 53 mil toneladas de alumínio nos próximos três anos, a fim de atender os projetos arrematados nos leilões.

Outro fator benéfico para o setor, é o vencimento de contratos feitos por empresas que fornecem energia. Devido aos altos preços, a autogeração pode ser uma alternativa para que os investidores possam avaliar se é mais favorável obter uma usina particular ou não. Além do mais, a autogeração isenta regras de racionamento e de encargos como a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (PROINFA).

Apesar do cenário positivo e a demanda por energia mais limpa e barata ser uma constante do mercado brasileiro, os investimentos e ampliações de usinas só ganharão impulso mediante a retomada da atividade econômica brasileira. Em 2014, a Honda inaugurou seu próprio parque eólico em Xagri-Lá, no Rio Grande do Sul, para abastecer a fábrica em Sumaré (SP). Em nota, o presidente da Honda Energy alegou que substituir a hidráulica pela eólica foi em prol de cumprir a diminuição de gás carbono. Há um mesmo projeto para atender a fábrica em Itirapina, em São Paulo, que só irá sair do papel se o mercado local voltar à ativa.

Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica) a autogeração de parques eólicos principalmente em indústrias do setor automotivo e de bebidas, ainda se mantém como tendência. A partir do final do próximo ano, há sinais de recuperação e, de acordo com a consultoria Thymos Energia, podem impulsionar projetos de energia limpa no país.

Saiba mais sobre a aplicação de alumínio no segmento de energia solar e eólica? Confira as matérias “Para aquecer o mercado” e “Ventos de Oportunidade“.

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