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Indústria do alumínio apresenta case de sucesso da reciclagem de latas durante a COP-26

Brasil é um dos líderes mundiais no reaproveitamento do item e mantém índice superior a 95% há 15 anos

Nesta quinta-feira, 4 de novembro, a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada em Glasgow, Escócia, contou com a exibição do case brasileiro de reciclagem de latas de alumínio para bebidas, a partir do estúdio montado na Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, com transmissão ao vivo pelo canal do Ministério do Meio Ambiente no Youtube.

Os principais números e resultados do setor foram mostrados por Janaina Donas, presidente-executiva da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), e Cátilo Cândido, presidente-executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas).

“A apresentação do caso brasileiro de reciclagem de latas de alumínio no âmbito das discussões da COP26, como um exemplo de sucesso e referência para o mercado global, representa uma enorme conquista para o setor do alumínio brasileiro. Simboliza os inúmeros benefícios e o potencial de geração de valor compartilhado que podem ser obtidos quando todos – empresas, governos e sociedade – conseguem cooperar em torno de uma causa”, destaca a presidente-executiva da ABAL.

Além dos impactos positivos proporcionados em matéria de gestão de recursos e redução de emissões, Janaina reforça que a manutenção do alto índice de reciclagem, em patamares superiores aos da média global, deve-se, em grande parte, à cooperação de toda a cadeia de suprimento em torno da organização de um sistema de logística reversa e à estruturação de uma cadeia de reciclagem capaz de absorver uma demanda de crescimento ascendente.

“Os investimentos empreendidos tanto no estabelecimento de centros de coletas que estão distribuídos em todas as regiões do país, como na capacitação das cooperativas de catadores são também fatores de destaque”, reforça a executiva.

Números que falam por si
Segundo Cátilo Cândido, nos últimos 10 anos o Brasil vem ocupando a liderança mundial na reciclagem da embalagem, com média histórica de 97%, à frente dos Estados Unidos, com 60%, e Europa, com 67%. Isso graças ao desenho de logística reversa muito bem sucedido, que serve, inclusive, de referência de economia circular para todo o mundo.

Atualmente, o país recicla cerca de 400 mil t de latas — ou 30 bilhões de unidades por ano. O volume é equivalente a 1/4 de todo o alumínio comercializado no mercado nacional, beneficiando cerca de 800 mil catadores em um trabalho que envolve a indústria, comércio, entidades representativas e o governo brasileiro.

“Entregamos bebidas, um produto essencial para a sobrevivência humana, em uma embalagem melhor em termos ambientais. É possível ser rentável defendendo o planeta. O setor já evitou a emissão de 19 milhões de t de gases de efeito estufa (GEE) desde 2005”, afirma Cândido.

Termo de compromisso
A ABAL e a Abralatas firmaram recentemente um termo de compromisso com o Ministério do Meio Ambiente no âmbito do programa Lixão Zero. O objetivo é dar continuidade e aperfeiçoar ainda mais esse ciclo de reaproveitamento da lata.

Mais do que a meta de manter o índice de reciclagem sempre acima de 95%, o setor assume também o compromisso de comprar toda a sucata disponível e criar programas de educação ambiental em diversas esferas da sociedade, capacitando gestores públicos e cooperativas de catadores.

“O segmento vem batendo recordes de crescimento no país e continuará com o compromisso socioambiental, em um verdadeiro ciclo harmônico e sendo exemplo de economia circular para o mundo”, afirma o presidente-executivo da Abralatas.

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