O governo reduziu a previsão de crescimento da economia brasileira em 2026. Segundo a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 2%, ante os 2,3% previstos anteriormente. Para 2027, a estimativa também caiu, de 2,5% para 2,3%. Os dados estão no Boletim Macrofiscal de setembro, divulgado em 22 de setembro.
A revisão para este ano considera, principalmente, o ritmo mais fraco da indústria de transformação – que engloba produtos extrudados e laminados de alumínio. De acordo com a SPE, o desempenho do setor tem sido afetado pelo custo elevado do crédito e pela menor procura por bens de consumo. Em contrapartida, a atividade extrativa, que inclui a mineração de bauxita, segue como um dos fatores de sustentação da produção nacional.
Apesar da revisão, a SPE avalia que os efeitos da redução do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), iniciada em março, devem aparecer gradualmente na economia, favorecendo o crédito, a demanda e os investimentos.
Para o último trimestre de 2026, a SPE prevê crescimento de 2,1% do PIB em relação ao mesmo período de 2025.
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