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Governo do Pará suspende embargo à produção da Alunorte

O embargo sofrido pela unidade da Alunorte em Barcarena (PA) por parte da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado do Pará (Semas) foi suspenso. O órgão emitiu nota técnica atestando que a companhia pode retomar suas operações normais com segurança.

Esta é mais uma notícia positiva ligada ao caso. No fim do ano passado, um estudo realizado por professores da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) também concluiu que a Alunorte, do ponto de vista da gestão hídrica, pode produzir com segurança a 100% de sua capacidade. “A decisão da Semas é um reconhecimento importante de que as operações da Alunorte são seguras. Continuaremos o diálogo com as autoridades buscando a plena retomada de nossa produção”, diz John Thuestad, vice-presidente Executivo da área de negócios Bauxita e Alumina da Hydro no Brasil.

Mesmo com a suspensão do embargo da produção pela Semas, a Alunorte não pôde retomar a sua operação plena. Isso porque o embargo emitido pela Justiça Federal permanece válido. Procurada por nossa reportagem, a empresa esclarece que continua a fornecer documentos e informações necessárias à justiça e que segue comprometida com o TAC e TC assinados em 2018. A Alunorte informará a Justiça Federal sobre a decisão da Semas.

Entenda o caso
Em fevereiro de 2018, moradores de Barcarena denunciaram que a água da chuva que se acumulou em diferentes pontos da cidade estava em tom vermelho. Dias depois, o Instituto Evandro Chagas (IEC) divulgou um laudo apontando vazamento de bauxita das operações da Hydro Alunorte — um dos depósitos de resíduos da mineração teria transbordado. Por isso, a empresa teve a sua operação embargada pela Semas e justiça.

No fim do ano passado, um parecer técnico-científico independente, elaborado pela Associação Técnico Científica Ernesto Luiz de Oliveira Júnior (Atecel), ligada à UFCG, disse que não houve transbordamento das áreas de depósito de resíduos.

Sobre o caso, a Hydro Alunorte informa que “várias investigações e inspeções de autoridades, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Semas, a Defesa Civil e a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico de Barcarena (Semade), confirmaram que não houve vazamentos ou transbordamento dos depósitos de resíduos de bauxita da refinaria”.


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