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Ford pretende tornar-se neutra em carbono até 2050

Operação da empresa na Europa deve ser a primeira a alcançar o objetivo

A Ford Motor Company (FMC) anunciou o compromisso de se tornar neutra em emissão de carbono até 2050. Para atingir a meta global, a montadora se concentrará em três áreas que representam 95% das emissões de CO2: uso de veículos, base de suprimentos e instalações da empresa.  

Em 2019, a montadora já tinha anunciado o plano de usar 100% de energia renovável, de origem local, para todas as fábricas até 2035. Na Europa, já emprega energia elétrica verde para abastecer instalações no Reino Unido, Alemanha e Romênia, incluindo a montagem de veículos e as fábricas de motores. Por isso, a expectativa é de que essa seja uma das primeiras regiões globais a se tornar neutra em carbono. 

“Podemos desenvolver e fabricar grandes veículos dentro de um negócio sólido e, ao mesmo tempo, proteger o planeta. Esses ideais se complementam. Ainda não temos todas as respostas, mas estamos determinados a trabalhar com parceiros e partes interessadas para chegar lá”, diz Bob Holycross, vice-presidente de Sustentabilidade, Meio Ambiente e Segurança da FMC. 

A companhia americana também está investindo mais de US$ 11,5 bilhões em veículos elétricos até 2022. A intenção é oferecer uma versão eletrificada para todos os modelos de passageiros que comercializa na Europa e aumentar a gama à venda, incluindo os híbridos e os elétricos à bateria.

Sustentabilidade com alumínio
Em busca de eficiência energética, a Ford tem um case muito bem sucedido de veículo de larga escala produzido com carroceria de alumínio. Trata-se da picape F-150, veículo mais vendido há três décadas nos Estados Unidos, que perdeu mais de 300 kg no peso total. A montadora, aliás, acabou de lançar o modelo 2021 do automóvel.

Veja também:

Pesquisa estima aumento de 24% no uso de alumínio em veículos leves na América do Norte até 2030

A mais recente pesquisa da Ducker Frontier, North American Light Vehicle Aluminium Content and Outlook, publicada em agosto, confirma a tendência de crescimento contínuo da participação do alumínio no conteúdo dos veículos leves na indústria automobilística norte-americana. Segundo o estudo, a presença do metal no conteúdo médio por veículo produzido deve subir para 233 kg

Tesla deve investir em máquinas gigantes de fundição de alumínio

Para garantir o uso mais avançado do alumínio no segmento automotivo, a Tesla – fabricante norte-americana de veículos elétricos – planeja substituir centenas de robôs por máquinas imensas de fundição. O investimento deve ser feito na planta da empresa localizada na Alemanha e a intenção é fabricar peças únicas de chassis, conforme divulgado pela Reuters.

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