Evento debate qualidade das esquadrias de alumínio

ABNT NBR 15.575 e PSQ do setor foram discutidos em encontro realizado pela ABAL e Afeal


Diversos especialistas e profissionais se reuniram na terça-feira, 29 de outubro, em São Paulo, para debater o escopo do projeto de esquadrias e fachadas em relação aos requisitos de desempenho da norma técnica ABNT NBR 15.575 — Edificações Habitacionais – Desempenho, além dos princípios da avaliação de esquadrias e homologação de sistemas de perfis no Programa Setorial de Qualidade (PSQ) de Portas e Janelas de Correr de Alumínio. O evento foi promovido pela Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) e Associação Nacional de Fabricantes de Esquadrias de Alumínio (Afeal).

Mercado
Alberto Henrique Cordeiro, presidente-executivo da Afeal, disse que o setor está passando por um período de retomada.

“O mercado e já dá claros sinais de crescimento. Essa é uma grande oportunidade de mostrar o potencial das esquadrias de alumínio, por meio da qualidade dos produtos.” Para Cordeiro, o PSQ do setor é uma ferramenta essencial para garantir que os produtos empregados nas obras têm cumprido com as normas técnicas. “É uma ferramenta segura para a construtora, para o arquiteto e o próprio fabricante”, enfatizou.

Já Milton Rego, presidente-executivo da ABAL, frisou que nos últimos anos houve uma mudança grande na forma como o mercado se autorregula, e no estamento jurídico de responsabilidades, principalmente com a nova estrutura que terá o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

“Os fabricantes, e nós, como fornecedores da matéria-prima, além de alguns sistemistas, somos corresponsáveis pelos produtos entregues ao mercado”, afirmou Rego. Nesse sentido, na visão dele, o PSQ é fundamental.

A engenheira Maria Angélica Covelo Silva falou sobre a atualização dos manuais de escopo de projetos que tinham sido desenvolvidos no início dos anos 2000, com as entidades de projetos do setor de construção civil.

“Ainda temos lacunas de especialidades de projetos que estão envolvidas no atendimento da NBR 15.575”, explicou. Doutorada pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Maria Angélica afirmou que não há caderno específico para as esquadrias. “Esperamos que isso seja produzido, não apenas considerando os aspectos da norma, mas criando um manual de escopo geral para projeto de esquadrias e fachadas.”

De acordo com a especialista, é preciso entender a responsabilidade de cada um dentro do conceito de sistema de fachadas, considerando os 13 requisitos da norma.

“No sistema, sobra para todo mundo, seja para a parte de revestimento de fachada, guarda-corpos ou esquadrias”, considera a engenheira. “Os itens específicos terão de ser tratados no trabalho de definição do escopo.”

Em relação à forma como o PSQ do setor se relaciona com a norma, Vera Fernandes Hachich, sócia-diretora da Tesis Consultoria, explicou que a avaliação dos sistemas leva em consideração a vida útil do produto, sendo recomendado pela norma o mínimo de 20 anos.

“Só dá para saber disso se tivermos todas as características fundamentais medidas, mas às vezes ficam esquecidas no mercado. Essa transparência de poder ter um sistema visto sob todos os aspectos é uma das vantagens do PSQ.

 Vento em fachadas
“Quando os arquitetos concebem os projetos, estão — consciente ou inconscientemente — propiciando o nascimento das forças do vento”, afirmou Acir Mércio Loredo Souza, engenheiro civil e coordenador do Laboratório de Aerodinâmica das Construções da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

“A arquitetura tem papel fundamental nesse sentido.” Em sua palestra, o profissional explicou que, quando o vento encontra uma determinada forma arquitetônica, transforma-se em um campo de pressões.

“Essas pressões precisam ser quantificadas para determinar uma edificação mais segura.” Na ocasião, o especialista abordou também os critérios das normas aplicáveis e os ensaios de túnel de vento.

Sistemistas
A programação do evento contou com apresentação dos sistemistas que integram o PSQ, desenvolvido pelo Ministério do Desenvolvimento Regional.

A Hydro participou do evento por meio da área de Soluções em Extrudados, representada por Cintia Figueiredo. A especialista em Marketing apresentou detalhes sobre a empresa, os sistemas e linhas de produtos homologadas no PSQ. “Nossos produtos passaram por uma série de testes para serem qualificados. A empresa se integrou ao PSQ para participar desse ambiente de isonomia competitiva, conformidade técnica e evolução tecnológica.”

Também estiveram presentes os representantes da Ibrap.  A empresa começou a atuar com sistemas há um ano e meio, lançando a linha de esquadrias Autem. A Ibrap já tem um sistema homologado e outros estão em processo de homologação junto ao PSQ.

Pioneira na adesão ao PSQ, quando o programa foi remodelado em 2017, a Perfil considera o PSQ estratégico e tem buscado o maior número de sistemas homologados. Além disso, a empresa tem ajudado a disseminar os benefícios do programa pelos Estados brasileiros.

Empresas mostraram seus sistemas no evento (Divulgação ABAL)

 

Crédito da imagem de abertura: Divulgação ABAL


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