Energia: indústria deve negociar com produtores de gás, diz presidente da Abrace

Paulo Pedrosa esteve na sede da ABAL para falar sobre a abertura do mercado de gás natural no País


Durante reunião com os associados da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), na última terça-feira (8/10), Paulo Pedrosa, ex-secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia e atual presidente da Abrace – entidade que reúne as grandes indústrias consumidoras de energia – afirmou que será importante o setor empresarial negociar com os produtores de gás para garantir a produção do Pré-Sal. A perspectiva é que, em 10 anos, sejam produzidos mais 120 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia proveniente da camada.

“Nós, indústrias, temos de conversar com os produtores para começar a fechar negócios, obter perspectivas de negócios e memorandos de entendimento, para, futuramente, retornar ao governo federal com uma proposta”, defendeu.

Segundo Pedrosa, a base conceitual para o novo mercado de gás avançou muito no governo federal, com os acordos no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e com os Estados — e os esforços devem continuar. Como prevê a Constituição federal, cada Estado terá de elaborar a própria regulamentação.

“Alguns governos têm tido uma posição bastante pró-consumidor, como os do Rio de Janeiro e Sergipe. Outros parecem ter uma preocupação maior com a cadeia de transporte de gás natural local, e esse parece ser o caso de São Paulo”.

São Paulo
De acordo com o dirigente da Abrace, São Paulo terá de optar entre dois modelos. Um deles é fazer fluir um grande volume de gás pelo território, criando uma competição gás/gás. O outro modelo é o de universalizar, ou seja, distribuir o gás em todo o Estado, criando uma “competição” com o gás de bujão, energia elétrica, óleo diesel e combustível.

“Sem dúvida, a escolha favorável para a indústria é a dos grandes volumes de gás”, defendeu Pedrosa. “Isso permitirá preços para viabilizar a industrialização e a recuperação do emprego e do investimento industrial, além de aumentar arrecadação dos Estados, a partir da recuperação da produção.”


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