Em ascensão no mercado, robôs colaborativos são fabricados com alumínio

Metal garante baixo peso e alta resistência aos braços robóticos de fabricante dinamarquesa


Os robôs colaborativos (cobots) foram desenvolvidos para automatizar a indústria e promover ganhos de produtividade e segurança — mesmo para as pequenas e médias empresas. A fabricante dinamarquesa Universal Robots (UR) lançou o primeiro robô industrial flexível vendável em 2008 e já conta mais de 37 mil unidades instaladas pelo mundo. O principal material para a produção dos cobots é o alumínio.

Segundo Denis Pineda, gerente de Desenvolvimento de Negócios da UR no Brasil, a utilização do alumínio extrudado e fundido na fabricação dos robôs se dá por conta do baixo peso e alta resistência. Os cobots também têm algumas peças de aço e proteções de plástico.

“Como os cobots precisam ser leves para trabalhar no meio das pessoas com segurança, o uso do alumínio é peça-chave nesse equilíbrio”, explica Pineda.

O gerente conta que a aceitação do produto no mercado brasileiro tem sido excelente, apesar de a indústria ainda estar sofrendo com os efeitos da crise e da restrição de investimentos. “Seguimos com crescimento anual e aumentando a nossa base de clientes”, afirma.

Na visão do executivo, a tecnologia já está consolidada na indústria e vem transformando a manufatura. Apesar disso, alguns empresários pensam que o cobot é caro, questionam a usabilidade do equipamento e não acreditam na serventia para o negócio. Pineda, no entanto, enfatiza: “A Indústria 4.0 é o futuro e quem não atualizar o processo de automação ficará para trás, inclusive as pequenas e médias empresas”.

O que eles fazem?
Os cobots podem ser utilizados de várias formas, como no empacotamento e paletização, carga e descarga de máquinas, inspeção, parafusamento e montagem, entre outras. O recente lançamento da UR, o modelo UR16e, ampliou a gama de aplicações, possibilitando manipular produtos ou caixas com peso superior a 10 kg.

Entre as vantagens está a programação fácil, pois a tecnologia permite que operadores sem experiência configurem e operem rapidamente os robôs com uma visualização intuitiva em 3D. O cobot também é mais acessível que um robô convencional, pois tem custo total de instalação menor.

Saliente-se ainda que os cobots também são de fácil implementação. Pineda explica que estes robôs são leves, ocupam pouco espaço e podem ser redirecionados em diversas aplicações, sem alterar o leiaute de produção. “A migração do cobot para novos processos é rápida, o que dá agilidade para automatizar praticamente qualquer tarefa manual.”

Além disso, destaca Pineda, o modelo é colaborativo e seguro. “É possível complementar o trabalho de operadores humanos em ações perigosas e tediosas para reduzir os esforços repetitivos e lesões acidentais, sem perder a capacidade de decisão e discernimento exclusivamente de humanos.”

Mercado promissor
O mercado global de cobots, que em 2016 movimentou US$ 116 milhões, deve alcançar, em 2025, US$ 11,5 bilhões. A previsão é dos analistas de bens de capital do Barclays, renomada instituição bancária londrina. A expectativa é de que o uso cresça de forma exponencial nos próximos anos, em todos os segmentos industriais e em fábricas de todos os portes.

Crédito da imagem de abertura: Divulgação


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