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Economista Octávio de Barros defende produtividade e abertura econômica

Ex-economista chefe do Bradesco analisa e faz projeções político-econômicas para o Brasil

Octávio de Barros, ex-economista chefe do Bradesco e co-fundador e diretor da Quantum4, subiu ao palco da cerimônia de abertura do 8º Congresso Internacional do Alumínio para analisar e fazer projeções político-econômicas para o Brasil. “O País é muito grande para cair em um abismo, mas precisa de reformas e medidas importantes para retomar o crescimento”, cravou assim que começou a falar.

Para ele, há duas opções para o Brasil: voltar a crescer de maneira “medíocre”, como classificou, na casa dos 2% e sem resolver seus problemas estruturais; ou crescer de maneira significativa, próximo aos 4% ao ano, com “produtividade inclusiva”. A recuperação econômica nacional já começou, mas de maneira muito lenta. Em 2018, ele projeta um saldo positivo no Produto Interno Bruto (PIB) de 1,1%. Para 2019, deve subir 2,5%.

Com a nova revolução digital, Barros afirma que a ineficiência está sendo punida pela realidade. Para ele, não há mais espaço para a falta de competência, improdutividade (um profissional brasileiro produz 17% do que o americano) e para ganhar dinheiro fácil.

Conceitos como protecionismo econômico — mesmo com as recentes medidas do presidente norte-americano, Donald Trump — caberão cada vez menos na economia global. “As empresas precisam sair da zona de conforto. O Brasil, que, segundo a Organização Mundial do Comércio, é um dos países mais fechados do mundo, precisa de uma inequívoca abertura econômica”, afirmou.

Sobre o cenário mundial, falou que os Estados Unidos estão crescendo e com pleno emprego (não se sabe até quando), que a China permanece pujante (o governo reage rápido a possíveis problemas) e que até o Japão, que cresce historicamente a índices baixos, tem apresentado números interessantes. “O PIB mundial está na casa dos 3,8%, o que é bom”.

Quanto ao presidente e parlamento que serão eleitos, afirmou que é necessário que encarem, com coragem, as reformas. “O brasileiro médio está totalmente desinformado sobre a falência do Estado”, comenta o economista. A corrupção deve ser combatida com rigidez, mas ela não representa muito na crise brasileira se comparada aos problemas fiscais. Ele ainda apresentou características do presidente ideal, segundo o mercado financeiro: deve ser inspirador, agregador e reformista.

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