wind-turbine-with-a-blue-sky (1)

Crise energética no Brasil: como o setor industrial deve se preparar para os próximos desafios

Diretor Geral da Termomecanica analisa os impactos da crise energética para a indústria e indica caminhos

Embora o mês de novembro seja um momento em que os reservatórios começaram a retomar o volume necessário de água e nos distanciamos de possíveis racionamentos e apagões, a crise energética no Brasil é um tema que segue como pauta prioritária, especialmente no setor industrial.

Em 2021, chegamos muito próximos de consequências drásticas com relação à escassez de energia elétrica, como aconteceu no ano de 2001. Neste sentido, entender seus impactos, desafios e como o mercado industrial pode superá-los é fundamental para transpor este obstáculo e projetarmos um futuro promissor no que se refere à produção e consumo de energia.

A crise energética no Brasil se deve, principalmente, aos efeitos climáticos e à falta de chuvas, uma vez que 65,2% da eletricidade no país é produzida a partir de hidrelétricas, de acordo com o Balanço Energético Nacional 2021, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Neste sentido, mais do que encontrar alternativas para driblar momentaneamente este problema, é fundamental investir em soluções a longo prazo.

Impactos diretos para o setor industrial
Para a indústria, a crise energética no Brasil traz fortes incertezas e dificuldade para planejar o futuro. Eleva custos de produção e, consequentemente, o valor do produto final, o que afeta diretamente o mercado, bem como a cadeia econômica como um todo.

De acordo com a Confederação Nacional das Indústrias (CNI), na passagem de agosto para setembro de 2021, o alto custo da energia elétrica ganhou espaço entre os desafios apontados pelas empresas. Entre as companhias consultadas pela entidade, 24,7% apontaram a falta ou o alto custo de energia elétrica como a principal dificuldade das empresas.

Neste sentido, buscar fontes alternativas e adotar uma postura autossustentável torna as indústrias mais independentes e menos vulneráveis a estes fatores externos. É importante usar estes momentos de crise como lição e buscar outras opções, de forma a estar preparado para o futuro.

A Termomecanica, por exemplo, é uma empresa engajada com questões sustentáveis e certificada com a ISO 50001, pelo sistema de gestão energética. Com o agravamento da crise, a companhia lançou, neste ano, campanhas internas de conscientização de uso de energia e água e ainda intensificou ações para auxiliar a redução de energia nos processos de produção.

A companhia dispõe de tecnologias, como por exemplo a adequação dos fornos para funcionamento através do gás natural, prevenindo rupturas no processo produtivo. Contudo, o bom planejamento evitou a necessidade de utilização dessa alternativa.     

Perspectivas sobre o futuro da produção de energia elétrica no Brasil
No Brasil a energia eólica alcançou a terceira colocação no ranking de matrizes que mais produzem eletricidade, ultrapassando, justamente, o gás natural.  Além da fabricação de equipamentos mais eficientes, a utilização de fontes alternativas de energia renovável, como solar e eólica, são tendências promissoras para o futuro do setor, que se tornam, a cada dia mais, um caminho sem volta para um futuro mais consciente e sustentável.


*Luiz Henrique Caveagna é Diretor Geral da Termomecanica, empresa líder na transformação de cobre e suas ligas. 

Veja também:

Alumínio leva design, praticidade e sustentabilidade a utensílios de cozinha

O alumínio também se faz presente no dia a dia das pessoas por meio dos utensílios para cozinha. E esse segmento inclui desde as tradicionais panelas e assadeiras até itens como conchas, escumadeiras e talheres desenvolvidos para atender perfis distintos de consumidores. “O alumínio é um ótimo condutor térmico e uma das principais soluções para

BEG, marca de gin nacional, lança garrafa de alumínio para refil

A BEG Boutique Distillery é a primeira marca brasileira de gin a lançar uma garrafa de alumínio para refil com foco no consumo consciente e na sustentabilidade. A embalagem de 400 ml é produzida 100% com alumínio, material que pode ser reutilizado e infinitamente reciclável. Após o seu descarte, o invólucro retorna ao mercado em

Novelis constrói parque urbano em Ouro Preto (MG)

A Novelis – companhia que atua nas áreas de laminação e reciclagem de alumínio – e a prefeitura de Ouro Preto (MG) assinaram um contrato de comodato e promessa de doação do Parque Urbano das Candeias, instalado no antigo depósito de rejeitos da Alcan, no bairro Jardim Alvorada. Reabilitado ambientalmente, o espaço passa a constituir

Rolar para cima