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Chuvas fortes e novo coronavírus afetam setor mineral no primeiro trimestre

Volume de exportações do minério de alumínio cai 41% em relação ao final de 2019

O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) divulgou os resultados do setor do primeiro trimestre de 2020. Os volumes de produção e de exportações sofreram queda semelhante, de quase 18%, em relação ao quarto trimestre de 2019, totalizando 220 milhões e 147 milhões de t, respectivamente. As importações também retraíram 8% em volume. O faturamento do setor mineral foi de R$ 36 bilhões.

Segundo a entidade, contribuiu para a queda nos resultados a ocorrência de chuvas fortes nos meses de janeiro e fevereiro – o que limitou as operações das mineradoras –, além das incertezas nos mercados financeiros e dos efeitos do novo coronavírus, cujo impacto começou a ser sentido a partir do mês de março.

Em relação às exportações, a bauxita, minério base para a produção do alumínio, ficou entre as substâncias que apresentaram as maiores quedas nos volumes entre o quarto trimestre de 2019 e o primeiro de 2020, com retração de 41%, totalizando 938 milhões de t. A participação da bauxita nas exportações do setor foi de US$ 49 milhões.

“O Brasil vem perdendo sua participação no mercado de alumínio. As empresas também estão sofrendo pela queda da demanda e pelos custos, como os de energia. Há falta de competitividade sistêmica no País”, explicou Wilson Brumer, presidente do conselho-diretor do Ibram.

De acordo com o instituto, não existe nenhuma decisão no setor mineral sobre a redução de quadro de pessoal, em decorrência da pandemia do novo coronavírus.

“Entendemos a essencialidade do segmento no fornecimento de insumos para as indústrias e queremos evitar o desabastecimento”, disse Brumer, acrescentando que, após esse período de insegurança, a expectativa é de recuperação dos investimentos — eles não foram suspensos, mas podem sofrer alguma alteração.

 

 

 

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