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ABAL passa a integrar Fórum para Normalização Internacional de Bauxita

Entidade oficializou a inscrição no Comitê Técnico 79 da International Organization for Standardization (ISO)

No Dia Mundial da Normalização, celebrado hoje, 14 de outubro, a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) anuncia seu ingresso no Fórum para Normalização Internacional de Bauxita.

A entidade oficializou a inscrição como participante do Subcomitê 12 –Minérios de Alumínio, do Comitê Técnico 79 – Metais leves e suas ligas, da International Organization for Standardization (ISO).

Denise Veiga, gerente da Área Técnica da ABAL, conta que a representação foi efetivada no âmbito da Comissão de Estudo Especial de Minérios de Alumínio, Óxidos de Alumínio, Alumínio Primário e Insumos para Produção de Alumínio Primário (CEE-145) do Comitê Brasileiro do Alumínio (ABNT/CB-035) da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), cuja gestão é de responsabilidade da ABAL.

“É importante participarmos desse Fórum porque ele define as normas de amostragem, preparação de amostras e análise de bauxita para transações comerciais. Ao embarcar um navio com alumina, por exemplo, o produto será analisado no Brasil e no país de destino. Se as amostras forem verificadas sem um padrão, os resultados serão diferentes. Por isso, as normas internacionais são fundamentais para estabelecer os procedimentos”, explica Reinaldo Dantas Novaes, coordenador da CEE-145.

Quem cria as normas técnicas são as partes interessadas, ou seja, os representantes das indústrias de alumínio e dos consumidores.

“O Brasil precisa integrar essas discussões para defender sua posição técnica. A ABAL terá um papel importante e vai capitanear a indústria do alumínio nesse processo. Vamos ler essas normas e opinar se atendem ou não os nossos interesses, de acordo com as demandas do Comitê da ISO”, relata o coordenador da CEE-145.

A qualidade da bauxita brasileira é muito competitiva no mercado internacional e a normalização facilita esse entendimento.

“A China, como importante consumidora de bauxita no mundo, reativou o subcomitê da ISO, que até então contava com baixa representação dos países produtores. Com isso, havia o risco de serem publicadas normas internacionais sem um debate amplo com todos os envolvidos”, acrescenta Denise Veiga.

Como se deu o processo
As normas nacionais da ABNT sobre bauxita, relacionadas à amostragem, preparação de amostras e análise, entre outros assuntos, estão em elaboração na CEE-145. Por isso, decidiu-se averiguar se o tema estava sendo tratado no comitê internacional, visto que não havia normas ISO vigentes sobre o assunto.

Como as informações disponibilizadas em documentos da própria ISO não foram suficientes, a CEE-145 buscou contatos junto aos seus integrantes e à Aluminum Association, entidade representativa da indústria do alumínio nos Estados Unidos. Vários integrantes ativos da Comissão contribuíram com essa pesquisa, entre eles, Hélio Lazarim, gestor de Operações e de Sustentabilidade da Rio Tinto.

“Consultamos um engenheiro que trabalha com normalização na unidade da empresa no Canadá e ele confirmou que havia discussões sobre o tema no Comitê 79 da ISO. Tanto a Rio Tinto como a South 32 têm participantes de outros países nesse Fórum e sugeriram a inserção da ABAL”, explica Lazarim.

Sobre o CB-035
A ABAL teve colaboração ativa na criação do ABNT/CB-035 em 1998 e, desde então, é responsável por sua coordenação. Atualmente, existem nove Comissões de Estudos que trabalham temas relacionados à caracterização, reciclagem, terminologia, tratamento de superfície, estruturas e produtos primários, extrudados, fundidos e laminados. Ao todo, 88 normas foram publicadas.

Os benefícios proporcionados pela normalização estão relacionados à:

  • Economia: mediante a padronização da oferta de produtos, tornando o comércio mais justo;
  • Produtividade: auxilia na otimização de recursos empregados na fabricação e no fornecimento de produtos;
  • Comunicação: aumenta a confiabilidade das relações comerciais e de serviços;
  • Cadeia de fornecimento e consumo: assegura a qualidade mínima para produtos e serviços, entre outros.

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