Segmento é discutido na abertura do 8º Congresso Internacional do Alumínio

Ministro de Minas e Energia defende redução da conta de energia. Economia e situação mundial do setor são abordados em palestras especiais

Começou hoje, no São Paulo Expo, na capital paulista, a ExpoAlumínio 2018 e o 8º Congresso Internacional do Alumínio. A solenidade que marcou o início dos trabalhos, realizada na parte da manhã, contou com a participação de personalidades como o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco; o secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) Igor Calvet; e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, Ricardo Bocalon.

Primeiro a falar, Milton Rego, diretor-executivo da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), realizadora do evento, afirmou que essas são, com certeza, as melhores e mais representativas edições do congresso e feira. Milton defendeu o papel do alumínio na sociedade, dizendo que ele está em sintonia com os conceitos de economia circular e sustentabilidade que estão em voga.

Enalteceu, também, a indústria de alumínio brasileira. “Empregamos, de maneira direta, 120 mil pessoas no País. Além disso, produzimos, com baixa pegada de carbono, um material essencial para a nossa economia e para as atuais tendências de consumo. Por isso, precisamos que o governo nos ofereça previsibilidade e a possibilidade de sermos competitivos dentro e fora do País.”

Moreira Franco, ministro de Minas e Energia, resolveu “tocar na ferida”, como ele mesmo disse, e abordar um dos assuntos mais sensíveis para a indústria de alumínio, sobretudo primário: o custo do consumo de energia elétrica no Brasil. Ele explicou que mais de 50% do preço da conta é destinado ao financiamento de subsídios e ao pagamento de impostos. “Isso precisa ser discutido com o novo governo, pois não está certo”, recomendou.

 

Palestras especiais e debates
Após os discursos, foi a vez de Kirstine Veitch, principal consultora de alumínio do Metal Bulletin UK, e do ex-economista chefe do Bradesco, Octávio de Barros, ministrarem palestras especiais.

Kirstine traçou um panorama do setor de alumínio no mundo e explicou que a produção acelerada chinesa provoca desequilíbrio no mercado mundial. Barros, por sua vez, fez análises e projeções políticoeconômicas para o Brasil, defendendo a importância de uma abertura maior do mercado nacional, o aumento da produtividade e que o novo governo assuma uma agenda reformista.

Por fim, os CEOs das indústrias de alumínio Otávio Carvalheira (Alcoa); Ricardo Carvalho (Companhia Brasileira de Alumínio); John Thuerstad (Norsk Hydro) e Tadeu Nardocci (Novelis) debateram o mercado, sob a mediação de Milton Rego.

“Tivemos uma grande abrangência de temas abordados”, analisou o diretor-executivo da ABAL. “A questão da indústria de alumínio nacional é complexa, não pode ser abordada em uma única frase ou palestra. Por isso, a avaliação é muito positiva.”

Painéis e estandes
A parte da tarde foi reservada aos painéis do congresso (foram discutidos temas como economia circular, indústria 4.0 e o alumínio em utilidades domésticas) e para a visita dos estandes da feira.

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