Avanços para a qualidade

PSQ em esquadrias de alumínio avança em busca de melhorias para o setor

Cada vez mais, o mercado de construção civil precisa de referências comprovadas com relação à qualidade e ao desempenho dos produtos. No caso das esquadrias de alumínio, não é diferente. Afinal, com a norma NBR 15575 — Edificações habitacionais – Desempenho, que entrou em vigor em 2013, todos os envolvidos com esse setor são obrigados a fabricar produtos de qualidade.

O Programa Setorial da Qualidade (PSQ) é um conjunto de ações para a qualificação do mercado de um determinado produto, compreendendo desde a elaboração de uma norma até o seu cumprimento no setor. “Ele é fundamental porque organiza todas as informações técnicas comprobatórias do setor, por meio dos ensaios técnicos”, explica Magda Reis, consultora da ABAL para o Mercado de Construção Civil. Protótipos de sistemas já vêm passando por ensaios, e a lista atualizada daqueles que forem homologados já está disponível para consulta pelo mercado desde junho.

O desenvolvimento do programa vem sendo feito pela Tesis, empresa de engenharia com atuação na área de normalização e conformidade e que, além do segmento de esquadrias de alumínio, desenvolve PSQs para dezoito outros setores industriais.

“A ABAL entende que, em parceria com a Associação Nacional de Fabricantes de Esquadrias de Alumínio (Afeal) nesse projeto, temos mais força e credibilidade junto ao setor no desenvolvimento do programa”, conta Marcelo Santos, coordenador do Comitê de Construção Civil da ABAL. “Isso permite credenciar os sistemas de alumínio junto ao Ministério das Cidades do governo federal, buscando regulamentar e organizar o setor da construção civil na melhoria da qualidade dos produtos.”

Situação atual e próximos passos
Jairo Cukierman, engenheiro e sócio-diretor da Tesis, comenta que o processo de desenvolvimento do PSQ para esquadrias de alumínio teve início em novembro de 2017. O primeiro passo foi a retirada de amostras de sistemas: de acordo com Magda, a ABAL reuniu os principais sistemistas que já estão dentro do programa e selecionaram seus protótipos para os ensaios.

“Hoje, a Tesis já está homologando sistemas e realizando auditorias”, Cukierman aponta. Segundo ele, como o Brasil não tinha capacitação laboratorial para conduzir os ensaios para esse produto, a Tesis buscou e conseguiu a acreditação pelo Inmetro para atuar tanto como laboratório quanto como entidade gestora técnica do programa setorial. Os primeiros sistemas ensaiados foram os de janelas de correr de duas e três folhas, que contam com maior presença nas residências.

Magda explica que, após a conclusão da homologação dos sistemas, começarão os trabalhos para a homologação das indústrias fabricantes de esquadrias de alumínio, para verificar se elas estão seguindo todos os critérios definidos pelos sistemistas. “Para isso, além dos ensaios, haverá auditorias aleatórias”, acrescenta.

“Só com o envolvimento e união de toda cadeia produtiva do setor conseguimos criar uma isonomia de produtos com qualidade e dentro das normas vigentes. Isso, além de proporcionar uma concorrência honesta, dará ao consumidor final produtos com garantia, segurança e qualidade com um preço justo”, complementa Santos.

Conheça alguns dos ensaios que vêm sendo realizados com as esquadrias
Para perfis

– Corrosão
Os componentes da esquadria, como parafusos, fechos e roldanas, são colocados em uma câmara em exposição a vapor salinizado. O tempo para o ensaio varia de acordo com o comportamento esperado para o sistema.

 

 

– Machu (apenas para esquadrias pintadas)
O perfil fica submerso em uma solução líquida a 37 oC por 24 horas. Após esse período, o pH da solução é corrigido. Depois de mais 24 horas, o perfil é retirado da solução e um corte é feito em sua superfície para verificar se a camada de pintura o protegeu da corrosão.

 

 

– Pressão (apenas para esquadrias pintadas)
O perfil é colocado dentro de uma panela de pressão por uma hora. Em seguida, fica em temperatura ambiente e uma fita adesiva fibrosa é colocada em sua superfície e removida, verificando-se se a camada de pintura não é arrancada juntamente com a fita.

 

 

Para sistemas inteiros
– Abertura e fechamento
O sistema já instalado passa por 10 mil ciclos de abertura e fechamento. Um aparelho verifica se, ao longo desse ensaio, a força necessária para a movimentação da folha se mantém dentro do limite aceitável.

– Carga
Este ensaio verifica a deformação causada no sistema por pressões de vento normais e de sucção, que podem chegar a 1870 Pa, dependendo da classificação desejada.

 

– Estanqueidade
O sistema já instalado é submetido a um fluxo constante de água e a uma pressão crescente de ventos por cerca de três horas. Verifica-se então se ele impediu ou não a passagem de água.

 

 

– Resistência com canto imobilizado
Há dois ensaios diferentes: um com a imobilização de um dos cantos do sistema e outro com os dois cantos imobilizados. Após a colocação de um obstáculo impedindo o fechamento da folha da esquadria, ela é submetida a uma força de 400 N por três minutos; após outros três minutos (sem aplicação de força), verificam-se as deformações sofridas.

Assista ao vídeo sobre os ensaios do PSQ


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